Final do mundo
Publicado em 26 de janeiro de 2012 às 8:01 hs.
Sou da geração que cresceu sabendo que o mundo acabaria no ano 2000. A princípio, para quem nasceu em 1935, a data do apocalipse estava muito distante.
Como o tempo custa a passar para as crianças, esqueci aquela previsão e toquei tranquilamente a minha vida.
Concluí o ensino básico em Cuiabá, depois morei doze anos no Rio de Janeiro, onde achei que tudo já tivesse acontecido comigo.
Fiz o meu curso de Medicina, servi o exército brasileiro, casei-me com uma argentino-brasileira, vi nascer a bossa nova, participei e acompanhei muitos fatos históricos da recente história verdadeira do Brasil.
Retorno à minha Cuiabá. Aqui nasceram os meus três filhos, e percebi que o tempo começou a andar bem mais rápido quando os meus filhos se casaram e o meu ninho ficou vazio. Todos os meus seis netos nasceram antes do ano 2000.
De repente lembrei-me da história que ouvi quando criança sobre o fim do mundo. O ano 2000 estava chegando às minhas portas – a data fatal – e, em um rápido exame de consciência, percebi que tinha feito tão pouco, que precisava de uma prorrogação.
Enfrentei, abraçado com a minha família – todos vestidos de branco e rezando – a meia-noite do dia 31 de dezembro de 1999. Alegria, choro, abraços, solidariedade, os fogos de artifício pipocando pela cidade e o mundo continuou, não acabou.
Logo fomos presenteados com o amanhecer de um novo dia, e mais tarde, com o crepúsculo, anunciando outro anoitecer.
Apenas um equívoco dos alarmistas intérpretes do futuro. “Tudo não passou de uma brincadeira” – disse-me minha mãe, antes de completar noventa anos de expectativa da data final da humanidade.
Passado uma década desse susto, não tenho mais a companhia vital da minha mãe e da minha mulher.
Nova ameaça ganha as manchetes de revistas e jornais. Desta vez não há erro, – o final do mundo será no dia 21 de dezembro de 2012.
Baita sacanagem! Estamos gastando uma nota preta para fazer essa Copa do Mundo em Cuiabá, para o mundo acabar antes? Reclamar pra quem?
Ou tentamos com a NASA uma viagem apressada para a lua, onde conhecemos bem o caminho e não fica tão longe assim, ou pereceremos todos.
Arca de Noé? Nem pensar. O mundo evoluiu. Não concebemos mais tafuiá alguns privilegiados em um barco para se salvarem.
Diante do imponderável, sugiro que, daqui para frente, ninguém mais trabalhe e receba salário mínimo ultrapassando o teto constitucional – com direito a verba indenizatória de gabinete, auxílio moradia e para compra de livros e revistas.
Aluguel de avião pequeno, carro e moto. Correio, telefone, passagens de avião – sendo uma para o Rio de Janeiro – e emendas parlamentares a todos os cidadãos brasileiros.
O único plano de saúde será o atendimento no Hospital Sírio Libanês, podendo fazer convênio com outros congêneres como Albert Einstein, Samaritano, Oswaldo Cruz e alguns da rede privada do mesmo padrão. Fica extinto o SUS.
Falta tão pouco tempo para que tudo se acabe, que seria bom parar de gastar esse dinheirão nas obras da Copa e direcionar esses recursos para exterminar a miséria e fome neste país.
Fica também acertado que não adianta mais roubar dinheiro público, pois mesmo sendo uma atividade que goza de imunidade e impunidade no Brasil, de nada adiantará diante da catástrofe eminente.
Preparemo-nos para que, no dia marcado, estejamos vestidos com trajes elegantes. Todos de roupas importadas de grifes e barriga cheia de comida, com direito a chefes de cozinha, com os melhores vinhos do mundo, igual aquele que se tomou para comemorar uma eleição presidencial.
Iremos unidos para o mesmo lugar em situação de igualdade. E se falhar a previsão como das outras vezes?
Teremos um país mais justo, igualitário e humano.
Gabriel Novis Neves
QUERO UM BRASIL DECENTE
Postagens populares
-
JANDAÍRA! JANDAÍRA! MEU LINDO CÉU DE SAFIRA! MEU GENTIL TORRÃO NATAL... ÉS A TERRA MAIS FAGUEIRA: ABADIA E CACHOEIRA MANG...
-
Promotor critica políticos corruptos ao falar para vereadores Demonstrando muita habilidade, estudo e conhecimento no trato de temas pol...
-
DENUNCIAS Processo:03418-11 Entidade:PM JANDAIRA Denunciado:ROBERTO CARLOS LEITE DE AVILA (PREFEITO MUNICIPAL) Denunciante:4ª DCTE A...
-
SÁBADO, 29 DE JANEIRO DE 2011 Nepotismo - É um crime contra o erário público. Nepotismo se configura num velho hábito de favorecimento de...
-
Ex-prefeitos de Jandaíra (BA) vão responder ação por desvio de verbas da merenda escolar Hebert Maia e João Alves dos Santos são acusados e...
-
MINHA CIDADE, AMADA JANDAÍRA! Em meio às Cidades do mundo... A que mais amo na vida É JANDAÍRA-BAHIA Minha cidade querida! Assim, c...
-
Sou filha do Capitão João Ferreira de Matos Filho, de saudosissima memória, que infundiu no meu ser, desde a mais tenrra idade, o apreço pel...
-
JANDAÍRA-BA, em festa pelas inaugurações, faz-me lembrar a administração do Prefeito AGNALDO FONTES DANTAS, que eram rotina...Ao ouvir os es...
-
riorealnews: POPULAÇÃO DE JANDAIRA SOFRE COM FALTA DE SEGURANÇA
OPERAÇÃO RESPEITO AO PROFESSOR
EM TUDO QUE SE FAZ TEM UM BOM PROFESSOR
AMOR INCOINDICIONAL!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Decálogo de Lênin, Os 10 princípios da esquerda, O tradutor de comunismo, O duplipensar do PT
O “DECÁLOGO”, escrito por LÊNIN em 1913.
Em 1913, Lênin escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.
a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência.
b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:
1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…
==
DEZ PRINCÍPIOS DA ESQUERDA:
1) um esquerdista crê que não existe moral (no fundo o esquerdista crê apenas na moral que o favorece, isto é, “não roubar” para os outros mas um esquerdista pode roubar à vontade).
2) o esquerdista promove o anti-convencional, violenta os costumes e prefere a descontinuidade.
3) os esquerdistas querem derrubar tudo que seja pré-estabelecido.
4) os esquerdistas agem com imprudência e irresponsabilidade.
5) os esquerdistas desejam a uniformidade universal – (todo mundo igual, exceto eles, quando estão no poder usufruindo dos privilégios).
6) os esquerdistas não se impõem limites e acreditam que podem melhorar, aperfeiçoar e acabar com as imperfeições de tudo, inclusive do próprio ser humano (“para fazer uma omelete há que se quebrar os ovos”, eles dizem, e partem para quebrar todos os ovos mesmo que não consigam fazer omelete alguma).
7) os esquerdistas são contra a liberdade e a propriedade – preferem a escravidão, embora a chamem por outros nomes: igualdade, responsabilidade social, justiça social, etc.
8-os esquerdistas impõem coletivismo forçado.
9) o esquerdista deseja o poder desmedido e a liberação de todas as paixões humanas (marxismo clássico e marxismo cultural).
10) o pensador esquerdista não quer estabilidade – prega a revolução perpétua.
==
TRADUZINDO A LINGUAGEM COMUNISTA
“”Você é pretensioso= Você ousa achar que sabe algo que eu não sei, e isso é um absurdo.
Vamos decidir democraticamente= Que tal se a gente parar de discutir idéias e ao invés disso fizer um concurso de popularidade?
Precisamos melhorar a educação no Brasil=Precisamos emitir mais diplomas para mais pessoas.
Precisamos proteger o grupo XXX de discriminação=Precisamos criar a ilusão de que quem não der dinheiro para mim odeia o grupo XXX.
Precisamos regulamentar a profissão XXX=Precisamos entravar ao máximo possível o acesso à profissão XXX para aumentar os privilégios de quem tiver autorização para exercê-la.
Se eu deixar você fazer isso vou ter que deixar todo mundo=Não existe nenhum motivo coerente para esta regra existir mas eu gosto dela.
Sua opinião também é válida=Vou ignorar completamente a sua opinião.
Essas são as tendências mais modernas nos EUA e na Europa=Eu li na revista Veja que uma vez em 1976 alguém tentou isso no Canadá.
Todo mundo sabe que XXX=Eu não faço a menor idéia de por que estou defendendo que XXX seja verdade.
E, last but not least:
Há que se endurecer sem perder a ternura=Há que se perder a ternura mas sem admitir abertamente.”"‘
Trecho extraído do livro 1984
“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra “duplipensar” era necessário usar o duplipensar.“
O Pt faz isto o tempo todo! Porisso é difícil combatê-lo. E a maioria dos anti petistas tratam o PT como MAIS UM PARTIDO, o que é um grande erro.
RECOMENDO A LEITURA DE “1984“, de “A Revolução dos Bichos“, a primeira parte da “Política” de Aristóteles, especialmente a parte em que ele fala da ameaça que são. os sem-terras (sic) gregos, para a democracia grega.
São livros facílimos de se encontrar e básicos! Não me parece produtivo ler livros mais recentes e com linguagem difícil sem antes ter lido o básico.
O “DECÁLOGO”, escrito por LÊNIN em 1913.
Em 1913, Lênin escreveu o “Decálogo” que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.
a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência.
b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:
1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa…
==
DEZ PRINCÍPIOS DA ESQUERDA:
1) um esquerdista crê que não existe moral (no fundo o esquerdista crê apenas na moral que o favorece, isto é, “não roubar” para os outros mas um esquerdista pode roubar à vontade).
2) o esquerdista promove o anti-convencional, violenta os costumes e prefere a descontinuidade.
3) os esquerdistas querem derrubar tudo que seja pré-estabelecido.
4) os esquerdistas agem com imprudência e irresponsabilidade.
5) os esquerdistas desejam a uniformidade universal – (todo mundo igual, exceto eles, quando estão no poder usufruindo dos privilégios).
6) os esquerdistas não se impõem limites e acreditam que podem melhorar, aperfeiçoar e acabar com as imperfeições de tudo, inclusive do próprio ser humano (“para fazer uma omelete há que se quebrar os ovos”, eles dizem, e partem para quebrar todos os ovos mesmo que não consigam fazer omelete alguma).
7) os esquerdistas são contra a liberdade e a propriedade – preferem a escravidão, embora a chamem por outros nomes: igualdade, responsabilidade social, justiça social, etc.
8-os esquerdistas impõem coletivismo forçado.
9) o esquerdista deseja o poder desmedido e a liberação de todas as paixões humanas (marxismo clássico e marxismo cultural).
10) o pensador esquerdista não quer estabilidade – prega a revolução perpétua.
==
TRADUZINDO A LINGUAGEM COMUNISTA
“”Você é pretensioso= Você ousa achar que sabe algo que eu não sei, e isso é um absurdo.
Vamos decidir democraticamente= Que tal se a gente parar de discutir idéias e ao invés disso fizer um concurso de popularidade?
Precisamos melhorar a educação no Brasil=Precisamos emitir mais diplomas para mais pessoas.
Precisamos proteger o grupo XXX de discriminação=Precisamos criar a ilusão de que quem não der dinheiro para mim odeia o grupo XXX.
Precisamos regulamentar a profissão XXX=Precisamos entravar ao máximo possível o acesso à profissão XXX para aumentar os privilégios de quem tiver autorização para exercê-la.
Se eu deixar você fazer isso vou ter que deixar todo mundo=Não existe nenhum motivo coerente para esta regra existir mas eu gosto dela.
Sua opinião também é válida=Vou ignorar completamente a sua opinião.
Essas são as tendências mais modernas nos EUA e na Europa=Eu li na revista Veja que uma vez em 1976 alguém tentou isso no Canadá.
Todo mundo sabe que XXX=Eu não faço a menor idéia de por que estou defendendo que XXX seja verdade.
E, last but not least:
Há que se endurecer sem perder a ternura=Há que se perder a ternura mas sem admitir abertamente.”"‘
Trecho extraído do livro 1984
“Saber e não saber, ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da Democracia e que o Partido era o guardião da Democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, trazê-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torná-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciência, e então, tornar-se inconsciente do ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra “duplipensar” era necessário usar o duplipensar.“
O Pt faz isto o tempo todo! Porisso é difícil combatê-lo. E a maioria dos anti petistas tratam o PT como MAIS UM PARTIDO, o que é um grande erro.
RECOMENDO A LEITURA DE “1984“, de “A Revolução dos Bichos“, a primeira parte da “Política” de Aristóteles, especialmente a parte em que ele fala da ameaça que são. os sem-terras (sic) gregos, para a democracia grega.
São livros facílimos de se encontrar e básicos! Não me parece produtivo ler livros mais recentes e com linguagem difícil sem antes ter lido o básico.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
17/01/2012 às 21:17
Celso Daniel: dez anos e oito cadáveres depois. Ou: Bruno Daniel, Gilberto Carvalho e José Dirceu
Nesta quarta, o seqüestro do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, completa dez anos. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado numa estrada de terra em Juquitiba. Desde aquele dia, tem-se uma fila imensa de cadáveres e poucas respostas. A tese do Ministério Público é a de que Celso foi vítima de um crime de encomenda, desdobramento de um esquema instalado na própria Prefeitura, coordenado por ele, destinado a desviar recursos para o PT. Membro do grupo, Sérgio Sombra, amigo pessoal do prefeito, é acusado de ser o mandante.
Até agora, o único condenado é Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos. O julgamento aconteceu no Fórum de Itapecerica da Serra. Adriano Marreiro dos Santos, seu advogado, diz que seu cliente confessou sob tortura. O Ministério Público reuniu evidências de que ele dirigiu um dos carros que abalroou a picape em que Celso estava, encomendou o roubo de outro veículo que participou da operação e conduziu a vitima da favela Pantanal, em Diadema, para Juquitiba, onde foi assassinada.
Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso, afirma que, no dia da Missa de Sétimo Dia, Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência do governo Dilma, confessou que levava dinheiro do esquema montado na Prefeitura para a direção do PT. Carvalho lhe teria dito que chegou a entregar R$ 1,2 milhão ao então presidente do partido, José Dirceu. Carvalho e Dirceu negam. Bruno e sua família são os únicos brasileiros na França que gozam do estatuto oficial de “exilados”. Tiveram de deixar o país, ameaçados de morte. Francisco, o outro irmão, também teve de se mandar. Eles não aceitam a tese de que o irmão foi vítima de crime comum.
O ressentimento de Bruno - ele e a mulher eram militantes do PT - com o partido é grande. Ele acusa os petistas de terem feito pressão para que a morte fosse considerada crime comum. Outro alvo seu é o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, então deputado federal pelo partido. Greenhalgh acompanhou a necropsia do corpo e assegurou à família que Celso não tinha sido torturado, o que foi desmentido pelo legista Carlos Delmonte Printes em relato feito à família. A tortura é um indício de que os algozes do prefeito queriam algo mais do que seqüestrá-lo para obter um resgate, o que nunca foi pedido. Por que Greenhalgh afirmou uma coisa, e o legista, outra? Difícil saber: no dia 12 de outubro de 2005, Printes foi encontrado morto em seu escritório. A perícia descartou morte natural e não encontrou sinais de violência. A hipótese de envenenamento não se confirmou. Não se sabe até agora o motivo.
Todos os mortos
A lista de mortos ligados ao caso impressiona. Além do próprio Celso, há mais sete. Um é o garçom Antônio Palácio de Oliveira, que serviu o prefeito e Sérgio Sombra no restaurante Rubaiyat em 18 de janeiro de 2002, noite do seqüestro. Foi assassinado em fevereiro de 2003. Trazia consigo documentos falsos, com um novo nome. Membros da família disseram que ele havia recebido R$ 60 mil, de fonte desconhecida, em sua conta bancária. O garçom ganhava R$ 400 por mês. De acordo com seus colegas de trabalho, na noite do seqüestro do prefeito, ele teria ouvido uma conversa sobre qual teria sido orientado a silenciar.
Quando foi convocado a depor, disse à Polícia que tanto Celso quanto Sombra pareciam tranqüilos e que não tinha ouvido nada de estranho. O garçom chegou a ser assunto de um telefonema gravado pela Polícia Federal entre Sombra e o então vereador de Santo André Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT), oito dias depois de o corpo de Celso ter sido encontrado. “Você se lembra se o garçom que te serviu lá no dia do jantar é o que sempre te servia ou era um cara diferente?”, indagou Klinger. “Era o cara de costume”, respondeu Sombra.
Vinte dias depois da morte de Oliveira, Paulo Henrique Brito, a única testemunha desse assassinato, foi morto no mesmo lugar com um tiro nas costas. Em dezembro de 2003, o agente funerário Iran Moraes Rédua foi assassinado com dois tiros quando estava trabalhando. Rédua foi a primeira pessoa que reconheceu o corpo de Daniel na estrada e chamou a polícia.
Dionízio Severo, detento apontado pelo Ministério Público como o elo entre Sérgio Sombra, acusado de ser o mandante do crime, e a quadrilha que matou o prefeito, foi assassinado na cadeia, na frente de seu advogado. Abriu a fila. Sua morte se deu três meses depois da de Celso e dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o episódio. Ele havia sido resgatado do presídio dois dias antes do seqüestro. Foi recapturado. O homem que o abrigou no período em que a operação teria sido organizada, Sérgio Orelha, também foi assassinado. Outro preso, Airton Feitosa, disse que Severo lhe relatou ter conhecimento do esquema para matar Celso e que um “amigo” (de Celso) seria o responsável por atrair o prefeito para uma armadilha.
O investigador do Denarc Otávio Mercier, que ligou para Severo na véspera do seqüestro, morreu em troca de tiros com homens que tinham invadido seu apartamento. O último cadáver foi o do legista Carlos Delmonte Printes. Perderam a conta? Então anote aí:
1) Celso Daniel : prefeito. Assassinado em janeiro de 2002.
2) Antonio Palacio de Oliveira : garçom. Assassinado em fevereiro de 2003
3) Paulo Henrique Brito : testemunha da morte do garçom. Assassinado em março de 2003
4) Iran Moraes Rédua: reconheceu o corpo de Daniel. Assassinado - dezembro de 2003
5) Dionizio Severo: suposto elo entre quadrilha e Sombra. Assassinado - abril de 2002
6) Sérgio Orelha: Amigo de Severo. Assassinado em 2002
7) Otávio Mercier: investigador que ligou para Severo. Morto em julho de 2003.
8 ) Carlos Delmonte Printes: legista encontrado morto em 12 de outubro de 2005.
PS : Evitem acusações nos comentários, ainda que a vontade seja grande, ok?
Por Reinaldo Azevedo
Celso Daniel: dez anos e oito cadáveres depois. Ou: Bruno Daniel, Gilberto Carvalho e José Dirceu
Nesta quarta, o seqüestro do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, completa dez anos. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado numa estrada de terra em Juquitiba. Desde aquele dia, tem-se uma fila imensa de cadáveres e poucas respostas. A tese do Ministério Público é a de que Celso foi vítima de um crime de encomenda, desdobramento de um esquema instalado na própria Prefeitura, coordenado por ele, destinado a desviar recursos para o PT. Membro do grupo, Sérgio Sombra, amigo pessoal do prefeito, é acusado de ser o mandante.
Até agora, o único condenado é Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos. O julgamento aconteceu no Fórum de Itapecerica da Serra. Adriano Marreiro dos Santos, seu advogado, diz que seu cliente confessou sob tortura. O Ministério Público reuniu evidências de que ele dirigiu um dos carros que abalroou a picape em que Celso estava, encomendou o roubo de outro veículo que participou da operação e conduziu a vitima da favela Pantanal, em Diadema, para Juquitiba, onde foi assassinada.
Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso, afirma que, no dia da Missa de Sétimo Dia, Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência do governo Dilma, confessou que levava dinheiro do esquema montado na Prefeitura para a direção do PT. Carvalho lhe teria dito que chegou a entregar R$ 1,2 milhão ao então presidente do partido, José Dirceu. Carvalho e Dirceu negam. Bruno e sua família são os únicos brasileiros na França que gozam do estatuto oficial de “exilados”. Tiveram de deixar o país, ameaçados de morte. Francisco, o outro irmão, também teve de se mandar. Eles não aceitam a tese de que o irmão foi vítima de crime comum.
O ressentimento de Bruno - ele e a mulher eram militantes do PT - com o partido é grande. Ele acusa os petistas de terem feito pressão para que a morte fosse considerada crime comum. Outro alvo seu é o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, então deputado federal pelo partido. Greenhalgh acompanhou a necropsia do corpo e assegurou à família que Celso não tinha sido torturado, o que foi desmentido pelo legista Carlos Delmonte Printes em relato feito à família. A tortura é um indício de que os algozes do prefeito queriam algo mais do que seqüestrá-lo para obter um resgate, o que nunca foi pedido. Por que Greenhalgh afirmou uma coisa, e o legista, outra? Difícil saber: no dia 12 de outubro de 2005, Printes foi encontrado morto em seu escritório. A perícia descartou morte natural e não encontrou sinais de violência. A hipótese de envenenamento não se confirmou. Não se sabe até agora o motivo.
Todos os mortos
A lista de mortos ligados ao caso impressiona. Além do próprio Celso, há mais sete. Um é o garçom Antônio Palácio de Oliveira, que serviu o prefeito e Sérgio Sombra no restaurante Rubaiyat em 18 de janeiro de 2002, noite do seqüestro. Foi assassinado em fevereiro de 2003. Trazia consigo documentos falsos, com um novo nome. Membros da família disseram que ele havia recebido R$ 60 mil, de fonte desconhecida, em sua conta bancária. O garçom ganhava R$ 400 por mês. De acordo com seus colegas de trabalho, na noite do seqüestro do prefeito, ele teria ouvido uma conversa sobre qual teria sido orientado a silenciar.
Quando foi convocado a depor, disse à Polícia que tanto Celso quanto Sombra pareciam tranqüilos e que não tinha ouvido nada de estranho. O garçom chegou a ser assunto de um telefonema gravado pela Polícia Federal entre Sombra e o então vereador de Santo André Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT), oito dias depois de o corpo de Celso ter sido encontrado. “Você se lembra se o garçom que te serviu lá no dia do jantar é o que sempre te servia ou era um cara diferente?”, indagou Klinger. “Era o cara de costume”, respondeu Sombra.
Vinte dias depois da morte de Oliveira, Paulo Henrique Brito, a única testemunha desse assassinato, foi morto no mesmo lugar com um tiro nas costas. Em dezembro de 2003, o agente funerário Iran Moraes Rédua foi assassinado com dois tiros quando estava trabalhando. Rédua foi a primeira pessoa que reconheceu o corpo de Daniel na estrada e chamou a polícia.
Dionízio Severo, detento apontado pelo Ministério Público como o elo entre Sérgio Sombra, acusado de ser o mandante do crime, e a quadrilha que matou o prefeito, foi assassinado na cadeia, na frente de seu advogado. Abriu a fila. Sua morte se deu três meses depois da de Celso e dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o episódio. Ele havia sido resgatado do presídio dois dias antes do seqüestro. Foi recapturado. O homem que o abrigou no período em que a operação teria sido organizada, Sérgio Orelha, também foi assassinado. Outro preso, Airton Feitosa, disse que Severo lhe relatou ter conhecimento do esquema para matar Celso e que um “amigo” (de Celso) seria o responsável por atrair o prefeito para uma armadilha.
O investigador do Denarc Otávio Mercier, que ligou para Severo na véspera do seqüestro, morreu em troca de tiros com homens que tinham invadido seu apartamento. O último cadáver foi o do legista Carlos Delmonte Printes. Perderam a conta? Então anote aí:
1) Celso Daniel : prefeito. Assassinado em janeiro de 2002.
2) Antonio Palacio de Oliveira : garçom. Assassinado em fevereiro de 2003
3) Paulo Henrique Brito : testemunha da morte do garçom. Assassinado em março de 2003
4) Iran Moraes Rédua: reconheceu o corpo de Daniel. Assassinado - dezembro de 2003
5) Dionizio Severo: suposto elo entre quadrilha e Sombra. Assassinado - abril de 2002
6) Sérgio Orelha: Amigo de Severo. Assassinado em 2002
7) Otávio Mercier: investigador que ligou para Severo. Morto em julho de 2003.
8 ) Carlos Delmonte Printes: legista encontrado morto em 12 de outubro de 2005.
PS : Evitem acusações nos comentários, ainda que a vontade seja grande, ok?
Por Reinaldo Azevedo
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Os Pequenos Grandes Tiranos do Brasil – isto tem jeito?
Estamos numa época em que a sociedade coloca em “check” os processos de tirania no mundo, e é só verificar os casos dos governos do Oriente Médio e África, cujos governos se “eternizaram” através de déspotas no poder.
A democracia verdadeira não é isto. O continuísmo derrota todos os princípios de ética e moral vigentes, tanto assim que na maioria dos países para o principal cargo não se permite mais que uma re-eleição, o que já é muito. O Poder corrompe porque o ser humano é mesmo falível, então por que dar oportunidades maiores para que isto aconteça?
A troca constante de poder é um dos principais requisitos necessários para se formar um bom governo para o Povo, com novas idéias e a constante colocação de novas mentes para produzirem governos legítimos para o povo.
O continuísmo, seja de pessoas ou partidos, tende sempre a criar vícios próprios do processo de conduta inerentes não somente a este continuísmo, como também, favorecimento inter-pessoais de idéias e filosofias pessoais e partidárias. Isto é claro, em qualquer lugar do mundo. Mais claro ainda com as experiências vividas no Brasil nas ultimas décadas.
Então, no caso brasileiro especificamente, o poder executivo dos governos municipais, estaduais e federais já tem gatilhos legais que impendem a re-eleição além de uma. Acho até que deveria ser limitado mesmo uma única eleição, sem re-eleição.
Esse papo furado de que tem de dar continuidade aos projetos, as políticas, as idéias é demais de “sacana”. Que papo é esse? O único projeto que deveria existir se chama “o cidadão brasileiro”, o “povo”. A razão de existir de um poder governamental (executivo, legislativo e judiciário) é apenas e tão somente visando o bem estar do indivíduo do povo. Qualque outra alegação é inequivocamente pessoal ou partidária apenas.
A visão governamental universalista ainda não existe neste país, mas já era de ser criada e fundida à base do pensamento público.
Mas o pior do Brasil, não é o poder executivo, mas sim o legislativo e em seguida o judiciário.
Especialmente no poder legislativo, formamos aqui uma turminha de “tiranos” que ganham até nomes pomposos de “cardeais”, líderes de partido, chefes políticos, e outros adjetivos bastante vergonhosos, não a eles, mas ao Povo que os mantém em cena; este mesmo povo que é mantido culturalmente e politicamente “burro” propositalmente, assim mais fácil de ser manipulado.
Tivesse o país verdadeiros políticos em ética e moral, que lutassem de fato pelo Povo e para o Povo, não estaríamos hoje ainda tendo que discutir temas importantes da condução do executivo que nunca, nunca, nunca evoluem, jamais se resolvem.
Vejam o caso da saúde, educação e transporte público, alvo sempre de muitas promessas por parte do executivo e legislativo e que nunca, nunca, nunca são cumpridas.
O Poder Executivo Municipal, Estadual e Federal não cumprirem suas promessas de campanha já se tornou algo comum na cultura brasileira e ninguém mais liga para isto. Afinal, todos nós temos os nossos afazeres diários que nos impedem, na maioria das vezes de agir cobrando resultados.
Mas quem deveria fazê-lo? Entre tantas outras atividades importantes, os nossos políticos do Poder Legislativo é que deveriam estar nesta vanguarda, nesta cobrança diária, na fiscalização dos atos do executivo e principalmente se esmerando para atender os anseios da população e para isto foram eleitos.
O Poder Legislativo não somente é um órgão fiscalizador, uma das principais colunas da democracia, como também, eu o digo, a verdadeira coluna que sustenta a democracia. Como não temos esta coluna, vivemos uma democracia nepotista apenas.
Existe um continuísmo tirânico no processo eleitoral, claro, permitido por lei, mas que depõe contra os princípios de democracia, uma das bases que é troca constante de poder para impedir a formação de vícios próprios de quem detém este poder de legislar mas se encontra em situação de perpetuação, como múmias, por vários mandatos. Se você entrar no Senado, vai se sentir no Museu do Cairo, tem até cheiro de bolor.
Graças a algumas campanhas do tipo “não reeleja ninguém” houve uma troca considerável no âmbito do congresso, mas percebe-se que muitos deles ora eleitos vão se candidatar no tempo devido a este mesmo cargo, e com 50% de chances de reeleição. Ou seja, no frigir dos ovos, trocam-se aqueles que já estão muito velhos, com quatro ou mais mandatos nas costas, os caciques algumas vezes, mas outros vão substituindo os mesmos dando longevidade própria ao vício.
Dizem que política é como um vício de cachacinha, então acrescento, é um vício desgraçado que só mata pobres em filas no SUS.
Alguém já tentou falar com algum político eleito? Invariavelmente não vai conseguir. Na hora de buscar voto é uma pessoa, depois é “Tirano”, arrogante, prepotente, com motorista particular e um bando de puxa-sacos que os acompanha.
A Tirania é uma característica do circo de horror que é Brasília, basta ir ao Congresso e verificar por sua conta própria.
Isto não é diferente na Câmara dos Vereadores, e na Câmara dos Deputados Estaduais.
Uma vez que este cara que é nosso representante popular NÃO tem jeito de ser transformado em Sócrates, Platão, Rui Barbosa e muito menos Jesus Cristo, mesmo porque ele pouco se importa verdadeiramente com o POVO, vejo que a saída mais democrática para este nosso Brasil é mesmo impedir a re-eleição nos cargos legislativos e também a repetição e continuímos nos segundos escalões dos governos municipais, estaduais e federais dos mesmos “caras”. Mudam-se as calças, mas não se muda o conteúdo.
Esta história de cargos de confiança é uma balela que esconde apenas o nepotismo partidário.
Temos muitas múmias no poder legislativo no Brasil, múmias estas que só servem a si próprios e seu exacerbado nepotismo pessoal e partidário. Legislar para o Povo e pelo Povo é algo que nem passa pelas suas cabeças. A maior de todas as preocupações de cada um deles é manutenção do Poder em suas “hábeis” e “viciadas” mãos tirânicas.
E o Povo sofre, continua a sofrer nas mãos destes “pequenos grandes tiranos” que em absoluto não conhecem ninguém do Povo. O João ninguém é sempre o João ninguém.
A troca constante de Poder no legislativo certamente não produzirá milagres a curto prazo, mas incentivará o surgimento de novos e novos candidatos legitimamente engajados não em causas partidárias ou causas pessoais, mas homens e mulheres que efetivamente têm ideais de “liberdade, fraternidade e igualdade” entre os cidadãos brasileiros.
O direito e a possibilidade efetiva de permanência atualmente é que impõe neste momento políticas escusas e absolutamente contrárias ao Povo Brasileiro sem o menor questionamento.
A quase certeza de continuísmo fabrica vícios como campanhas sustentadas por empresas e grupos econômicos além de partidos igualmente viciados no poder. Obviamente, estas campanhas compradas por grandiosas corporações têm CEP direcionado.
Assim como partidos que recebem doações absolutamente milagrosas por apostas em “múmias do poder” teleguiadas pra resultados esperados e sabidos conforme os interesses da “kasta” social.
O Brasil é um país jovem, com uma vasta população de 190 milhões de habitantes e não são poucos, mas há muitos brasileiros capazes, honestos, éticos, morais e preparados para assumirem “este poder legislativo” sem os processos viciados da “Tirania Política” que toma conta do país.
Claro está que esta iniciativa é duramente mais difícil de implementar do que se imagina e se quer porquanto, quem faz leis e aprova neste sentido é somente o próprio Congresso. Nunca que as múmias darão um tiro no próprio pé de largar mão do “inebriante poder político”.
E que o Povo que se lixe, afinal vivemos no Brasil, um país de faz de conta…
Por Atama Moriya, em 29-03-2011 as 17:30hs.
Estamos numa época em que a sociedade coloca em “check” os processos de tirania no mundo, e é só verificar os casos dos governos do Oriente Médio e África, cujos governos se “eternizaram” através de déspotas no poder.
A democracia verdadeira não é isto. O continuísmo derrota todos os princípios de ética e moral vigentes, tanto assim que na maioria dos países para o principal cargo não se permite mais que uma re-eleição, o que já é muito. O Poder corrompe porque o ser humano é mesmo falível, então por que dar oportunidades maiores para que isto aconteça?
A troca constante de poder é um dos principais requisitos necessários para se formar um bom governo para o Povo, com novas idéias e a constante colocação de novas mentes para produzirem governos legítimos para o povo.
O continuísmo, seja de pessoas ou partidos, tende sempre a criar vícios próprios do processo de conduta inerentes não somente a este continuísmo, como também, favorecimento inter-pessoais de idéias e filosofias pessoais e partidárias. Isto é claro, em qualquer lugar do mundo. Mais claro ainda com as experiências vividas no Brasil nas ultimas décadas.
Então, no caso brasileiro especificamente, o poder executivo dos governos municipais, estaduais e federais já tem gatilhos legais que impendem a re-eleição além de uma. Acho até que deveria ser limitado mesmo uma única eleição, sem re-eleição.
Esse papo furado de que tem de dar continuidade aos projetos, as políticas, as idéias é demais de “sacana”. Que papo é esse? O único projeto que deveria existir se chama “o cidadão brasileiro”, o “povo”. A razão de existir de um poder governamental (executivo, legislativo e judiciário) é apenas e tão somente visando o bem estar do indivíduo do povo. Qualque outra alegação é inequivocamente pessoal ou partidária apenas.
A visão governamental universalista ainda não existe neste país, mas já era de ser criada e fundida à base do pensamento público.
Mas o pior do Brasil, não é o poder executivo, mas sim o legislativo e em seguida o judiciário.
Especialmente no poder legislativo, formamos aqui uma turminha de “tiranos” que ganham até nomes pomposos de “cardeais”, líderes de partido, chefes políticos, e outros adjetivos bastante vergonhosos, não a eles, mas ao Povo que os mantém em cena; este mesmo povo que é mantido culturalmente e politicamente “burro” propositalmente, assim mais fácil de ser manipulado.
Tivesse o país verdadeiros políticos em ética e moral, que lutassem de fato pelo Povo e para o Povo, não estaríamos hoje ainda tendo que discutir temas importantes da condução do executivo que nunca, nunca, nunca evoluem, jamais se resolvem.
Vejam o caso da saúde, educação e transporte público, alvo sempre de muitas promessas por parte do executivo e legislativo e que nunca, nunca, nunca são cumpridas.
O Poder Executivo Municipal, Estadual e Federal não cumprirem suas promessas de campanha já se tornou algo comum na cultura brasileira e ninguém mais liga para isto. Afinal, todos nós temos os nossos afazeres diários que nos impedem, na maioria das vezes de agir cobrando resultados.
Mas quem deveria fazê-lo? Entre tantas outras atividades importantes, os nossos políticos do Poder Legislativo é que deveriam estar nesta vanguarda, nesta cobrança diária, na fiscalização dos atos do executivo e principalmente se esmerando para atender os anseios da população e para isto foram eleitos.
O Poder Legislativo não somente é um órgão fiscalizador, uma das principais colunas da democracia, como também, eu o digo, a verdadeira coluna que sustenta a democracia. Como não temos esta coluna, vivemos uma democracia nepotista apenas.
Existe um continuísmo tirânico no processo eleitoral, claro, permitido por lei, mas que depõe contra os princípios de democracia, uma das bases que é troca constante de poder para impedir a formação de vícios próprios de quem detém este poder de legislar mas se encontra em situação de perpetuação, como múmias, por vários mandatos. Se você entrar no Senado, vai se sentir no Museu do Cairo, tem até cheiro de bolor.
Graças a algumas campanhas do tipo “não reeleja ninguém” houve uma troca considerável no âmbito do congresso, mas percebe-se que muitos deles ora eleitos vão se candidatar no tempo devido a este mesmo cargo, e com 50% de chances de reeleição. Ou seja, no frigir dos ovos, trocam-se aqueles que já estão muito velhos, com quatro ou mais mandatos nas costas, os caciques algumas vezes, mas outros vão substituindo os mesmos dando longevidade própria ao vício.
Dizem que política é como um vício de cachacinha, então acrescento, é um vício desgraçado que só mata pobres em filas no SUS.
Alguém já tentou falar com algum político eleito? Invariavelmente não vai conseguir. Na hora de buscar voto é uma pessoa, depois é “Tirano”, arrogante, prepotente, com motorista particular e um bando de puxa-sacos que os acompanha.
A Tirania é uma característica do circo de horror que é Brasília, basta ir ao Congresso e verificar por sua conta própria.
Isto não é diferente na Câmara dos Vereadores, e na Câmara dos Deputados Estaduais.
Uma vez que este cara que é nosso representante popular NÃO tem jeito de ser transformado em Sócrates, Platão, Rui Barbosa e muito menos Jesus Cristo, mesmo porque ele pouco se importa verdadeiramente com o POVO, vejo que a saída mais democrática para este nosso Brasil é mesmo impedir a re-eleição nos cargos legislativos e também a repetição e continuímos nos segundos escalões dos governos municipais, estaduais e federais dos mesmos “caras”. Mudam-se as calças, mas não se muda o conteúdo.
Esta história de cargos de confiança é uma balela que esconde apenas o nepotismo partidário.
Temos muitas múmias no poder legislativo no Brasil, múmias estas que só servem a si próprios e seu exacerbado nepotismo pessoal e partidário. Legislar para o Povo e pelo Povo é algo que nem passa pelas suas cabeças. A maior de todas as preocupações de cada um deles é manutenção do Poder em suas “hábeis” e “viciadas” mãos tirânicas.
E o Povo sofre, continua a sofrer nas mãos destes “pequenos grandes tiranos” que em absoluto não conhecem ninguém do Povo. O João ninguém é sempre o João ninguém.
A troca constante de Poder no legislativo certamente não produzirá milagres a curto prazo, mas incentivará o surgimento de novos e novos candidatos legitimamente engajados não em causas partidárias ou causas pessoais, mas homens e mulheres que efetivamente têm ideais de “liberdade, fraternidade e igualdade” entre os cidadãos brasileiros.
O direito e a possibilidade efetiva de permanência atualmente é que impõe neste momento políticas escusas e absolutamente contrárias ao Povo Brasileiro sem o menor questionamento.
A quase certeza de continuísmo fabrica vícios como campanhas sustentadas por empresas e grupos econômicos além de partidos igualmente viciados no poder. Obviamente, estas campanhas compradas por grandiosas corporações têm CEP direcionado.
Assim como partidos que recebem doações absolutamente milagrosas por apostas em “múmias do poder” teleguiadas pra resultados esperados e sabidos conforme os interesses da “kasta” social.
O Brasil é um país jovem, com uma vasta população de 190 milhões de habitantes e não são poucos, mas há muitos brasileiros capazes, honestos, éticos, morais e preparados para assumirem “este poder legislativo” sem os processos viciados da “Tirania Política” que toma conta do país.
Claro está que esta iniciativa é duramente mais difícil de implementar do que se imagina e se quer porquanto, quem faz leis e aprova neste sentido é somente o próprio Congresso. Nunca que as múmias darão um tiro no próprio pé de largar mão do “inebriante poder político”.
E que o Povo que se lixe, afinal vivemos no Brasil, um país de faz de conta…
Por Atama Moriya, em 29-03-2011 as 17:30hs.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
27/12 às 17h15 - Atualizada em 27/12 às 17h17
A impunidade e seus reflexos negativos
Jornal do Brasil
Dalmo Dallari
A impunidade, por seus graves reflexos negativos sobre a ordem social, afetando a possibilidade de existência efetiva de uma ordem jurídica democrática, é uma espécie de degradação da convivência humana de extrema gravidade, pois compromete os fundamentos do Estado Democrático de Direito. A observação atenta dos efeitos da impunidade, a partir de sua origem e das condições dos que se beneficiam dela, deixa patente que existe uma conexão entre a impunidade no setor público e a que ocorre no setor privado, numa correlação que é inevitável e que compromete todo o universo da ordem jurídica. Um dos aspectos característicos da impunidade, que favorece sua manutenção e expansão, é que ela, além de ser silenciosa, não tem a aparência de uma violência, razão pela qual ela dificilmente desperta reações vigorosas e obtém com relativa facilidade o benefício da tolerância, pois em decorrência dessas características muitos não percebem sua gravidade e seu papel determinante na ocorrência de muitos vícios de comportamento, que são gravemente prejudiciais a toda a sociedade.
Tomando-se como ponto de partida a impunidade no setor público, a impunidade de agentes públicos de maior responsabilidade e cujo comportamento tem maior reflexo na ordem política e social pode-se afirmar que tal impunidade é essencialmente antidemocrática. Basta assinalar que nesses casos a impunidade gera uma casta de privilegiados, de pessoas que não são submetidas às imposições legais que, por pressuposto, deveriam ser aplicadas de modo igual a todas as pessoas. Aí está uma evidente agressão a um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito. Inevitavelmente, a impunidade de personagens altamente situados na hierarquia da ordem pública atua como exemplo e estímulo para que todos os setores da organização pública, aí compreendidos os âmbitos do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, sejam atingidos pela convicção de que todos os que atuam nesse campo serão igualmente beneficiados pelo privilégio da impunidade. Assim, pois, além da agressão ao princípio constitucional da igualdade de todos perante a lei, em termos de direitos e responsabilidade, há também o efeito pernicioso do mau exemplo, pois a impunidade dos que, por suas atribuições, têm maior responsabilidade, será um forte estímulo para que outros procurem obter vantagens e benefícios por meios ilegais, tendo a convicção de que também serão beneficiados pela impunidade.
A par disso, e também como consequência inevitável, a possibilidade de também serem beneficiados pela impunidade é um fator de estímulo para a prática de ilegalidades de muitas espécies, inclusive de violências e crimes de maior ou menor gravidade, pela convicção disseminada de que existe grande possibilidade de que os agentes das práticas ilegais poderão ficar impunes. Assim, no extremo, expande-se a convicção de que, inspirados na impunidade dos agentes públicos superiores, os corruptos de maior envergadura, os policiais e os agentes da fiscalização que têm contacto direto e imediato com a população não serão rigorosos no controle e na busca de punição dos infratores, sendo por isso facilmente corrompíveis. E isso acaba atuando como um fator a mais de estímulo a práticas ilegais, inclusive à criminalidade de muitas espécies, pela generalização da esperança, quase certeza, da impunidade.
Uma decorrência extremamente grave dessa influência da impunidade nas práticas sociais é a desmoralização das instituições e dos agentes públicos, sendo inevitável a generalização da convicção de que essa é uma característica do sistema realmente existente. E a partir daí será também inevitável a desmoralização das instituições e dos instrumentos jurídicos de definição da ordem social e de fixação de direitos e deveres da cidadania. A existência de uma Constituição proclamando que o Brasil é um Estado Democrático de Direito não terá a força de um compromisso superior, cujo respeito é necessário para o estabelecimento e desenvolvimento de uma sociedade democrática, regida pelo direito e direcionada para a efetivação de uma ordem social justa. Por tudo isso, a denúncia da impunidade e o esforço determinado para sua eliminação devem ser considerados tarefas prioritárias, para cuja consecução devem conjugar seus esforços os advogados, o Ministério Público, a magistratura e todos os que, em qualquer setor de atividade, exercendo ou não um múnus público, possam dar sua contribuição para que o povo brasileiro viva, efetivamente, numa ordem jurídica democrática.
Dalmo de Abreu Dallari é jurista. - dallari@noos.fr
A impunidade e seus reflexos negativos
Jornal do Brasil
Dalmo Dallari
A impunidade, por seus graves reflexos negativos sobre a ordem social, afetando a possibilidade de existência efetiva de uma ordem jurídica democrática, é uma espécie de degradação da convivência humana de extrema gravidade, pois compromete os fundamentos do Estado Democrático de Direito. A observação atenta dos efeitos da impunidade, a partir de sua origem e das condições dos que se beneficiam dela, deixa patente que existe uma conexão entre a impunidade no setor público e a que ocorre no setor privado, numa correlação que é inevitável e que compromete todo o universo da ordem jurídica. Um dos aspectos característicos da impunidade, que favorece sua manutenção e expansão, é que ela, além de ser silenciosa, não tem a aparência de uma violência, razão pela qual ela dificilmente desperta reações vigorosas e obtém com relativa facilidade o benefício da tolerância, pois em decorrência dessas características muitos não percebem sua gravidade e seu papel determinante na ocorrência de muitos vícios de comportamento, que são gravemente prejudiciais a toda a sociedade.
Tomando-se como ponto de partida a impunidade no setor público, a impunidade de agentes públicos de maior responsabilidade e cujo comportamento tem maior reflexo na ordem política e social pode-se afirmar que tal impunidade é essencialmente antidemocrática. Basta assinalar que nesses casos a impunidade gera uma casta de privilegiados, de pessoas que não são submetidas às imposições legais que, por pressuposto, deveriam ser aplicadas de modo igual a todas as pessoas. Aí está uma evidente agressão a um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito. Inevitavelmente, a impunidade de personagens altamente situados na hierarquia da ordem pública atua como exemplo e estímulo para que todos os setores da organização pública, aí compreendidos os âmbitos do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, sejam atingidos pela convicção de que todos os que atuam nesse campo serão igualmente beneficiados pelo privilégio da impunidade. Assim, pois, além da agressão ao princípio constitucional da igualdade de todos perante a lei, em termos de direitos e responsabilidade, há também o efeito pernicioso do mau exemplo, pois a impunidade dos que, por suas atribuições, têm maior responsabilidade, será um forte estímulo para que outros procurem obter vantagens e benefícios por meios ilegais, tendo a convicção de que também serão beneficiados pela impunidade.
A par disso, e também como consequência inevitável, a possibilidade de também serem beneficiados pela impunidade é um fator de estímulo para a prática de ilegalidades de muitas espécies, inclusive de violências e crimes de maior ou menor gravidade, pela convicção disseminada de que existe grande possibilidade de que os agentes das práticas ilegais poderão ficar impunes. Assim, no extremo, expande-se a convicção de que, inspirados na impunidade dos agentes públicos superiores, os corruptos de maior envergadura, os policiais e os agentes da fiscalização que têm contacto direto e imediato com a população não serão rigorosos no controle e na busca de punição dos infratores, sendo por isso facilmente corrompíveis. E isso acaba atuando como um fator a mais de estímulo a práticas ilegais, inclusive à criminalidade de muitas espécies, pela generalização da esperança, quase certeza, da impunidade.
Uma decorrência extremamente grave dessa influência da impunidade nas práticas sociais é a desmoralização das instituições e dos agentes públicos, sendo inevitável a generalização da convicção de que essa é uma característica do sistema realmente existente. E a partir daí será também inevitável a desmoralização das instituições e dos instrumentos jurídicos de definição da ordem social e de fixação de direitos e deveres da cidadania. A existência de uma Constituição proclamando que o Brasil é um Estado Democrático de Direito não terá a força de um compromisso superior, cujo respeito é necessário para o estabelecimento e desenvolvimento de uma sociedade democrática, regida pelo direito e direcionada para a efetivação de uma ordem social justa. Por tudo isso, a denúncia da impunidade e o esforço determinado para sua eliminação devem ser considerados tarefas prioritárias, para cuja consecução devem conjugar seus esforços os advogados, o Ministério Público, a magistratura e todos os que, em qualquer setor de atividade, exercendo ou não um múnus público, possam dar sua contribuição para que o povo brasileiro viva, efetivamente, numa ordem jurídica democrática.
Dalmo de Abreu Dallari é jurista. - dallari@noos.fr
domingo, 25 de dezembro de 2011
JÚRI POPULAR PARA CORRUPÇÃO
Dia Internacional contra a corrupção é uma data interessante nestepaiz que o PT erigiu no lugar do Brasil, CorruPTópolis. Antes, os corruptos eram "Os Outros" e o monopólio de combatê-los, bem como o da moralidade, era do PT e seus assemelhados. A partir de sua alçada ao poder, tal qual no filme acima linkado, os fantasmas que assombram a ética e a lei são eles, mas se portam como se fossem "Os Outros". E ninguém mais fala nisso. Aliás, mudaram o discurso para algo como "corrupção acontece no mundo inteiro", como se justificasse seus próprios atos espúrios. Estamos vendo: seis ministros já disseram adeus aos cargos, mais dois na alça de mira, por envolvimento em corrupção.
Já há reações, e tem sido mais frequentes, contra essa bandalheira armada pelo desgoverno. Mas ainda parece que falta-nos orgulho e racionalidade, para avançarmos mais, na prática e na consciência de que todos somos responsáveis, de algum modo. Porque o eleitor não se responsabiliza pelos mal-feitos de quem elegeu, mas isso é concorrer ao auto-engano. Votou? Pois é responsável, sim.
Nesse envolvimento dos indivíduos no combate à corrupção, uma ideia que não é uma ideia qualquer, mas verdadeiramente uma ideia-força, fez-se luz, há alguns dias. O procurador da República, Ailton Benedito, PRDC do estado de Goiás, defende que os crimes de corrupção sejam submetidos a um Júri Popular. Tal qual nos crimes de homicídio, por exemplo. Segundo o procurador, "a expansão da competência do Tribunal do Júri, meio de concretização da democracia direta, controle social efetivo, entronização do homem do povo na condição de protagonista político, investindo-o das funções de magistrado da corrupção."
É uma tese interessante. Jurídica e constitucionalmente, é plenamente possível. Na esfera política, que é a que conheço bem, creio que tenha ainda mais força que o Ficha Limpa. Qual cidadão que hoje está "indignado" com tantos escândalos, não gostaria de ver-se participando ativamente da etapa final, o julgamento de um corrupto? Resta que o meio político tope levá-la adiante. E a nós, ao cidadão impostuinte e eleitor, cabe pensar e agir. Proponho, o quanto antes, adesão à essa campanha que, em breve, terá seus próprios caminhos, seu próprio espaço: Júri Popular para a corrupção. A propósito, em minha opinião, o próprio Ministério Público Federal deveria fazer dessa, uma de suas bandeiras. Leia a íntegra:
Tribunal do Júri para corrupção.
Por Ailton Benedito de Souza, Procurador da República, PRDC/GO
“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”[1]
América. Tocqueville descreve, desde o século XIX, quão essencial tem sido a instituição do Júri na conformação democrática daquela sociedade e daquele país. Sem desmerecimento do seu aspecto judicial, evidencia, sobretudo, da perspectiva política do Júri, “um modo da soberania do povo”, que “contribui incrivelmente para formar o discernimento e para aumentar as luzes naturais do povo”.
Enfim, sintetiza, magistralmente: “o júri, que é o meio mais enérgico de fazer o povo reinar, também é o meio mais eficaz de ensiná-lo a reinar”.[2] Entremostra-se, assim, a pedagogia democrática do Júri.
Lá, como não poderia deixar de ser numa sociedade fundamentalmente democrática, a Constituição prescreve a competência do Júri para julgar todos os crimes, exceto os casos de impeachment.[3] O homem do povo, a um só tempo, faz-se protagonista do exercício da justiça, decidindo sobre ameaças e lesões aos valores fundamentais do indivíduo e da sociedade; e da política, participando da organização e funcionamento das instituições estatais.
Brasil. A despeito de, na sua origem, os criadores deste arremedo de república terem-se, supostamente, inspirado no modelo constitucional da América, observa-se, nestas plagas, que a instituição do Júri nunca logrou, aqui, a importância lá consagrada. Cá, os “donos da república” sempre lograram manter o povo, o mais que possível, no âmbito limitado do julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Mantida ordinariamente sob a justificativa de que todo ser humano é susceptível a se tornar vítima ou autor desses delitos. Logo, compreende-se perfeitamente legítimo o julgamento pelos próprios pares.
Dessa feita, nas terras brasilianas, a atual Constituição reconhece a instituição do Júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados: a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; e d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. Sem, contudo, ressalte-se, vedar que a competência se estenda ao julgamento de outros fatos delituosos.
Cotejando, pois, as ordens constitucionais da América e do Brasil, percebe-se, de modo irrefutável, que, lá, o Júri é instituição que concretiza a república e a democracia. Enquanto, por aqui, persiste não sendo mais que uma débil instituição de exercício limitadíssimo da justiça, atavicamente presa da nobiliarquia patrimonialista; sem relevância política.
A propósito, observa-se que, nos últimos anos, o Brasil tem experimentado um governo, cujos líderes sempre fizeram promessas, e não se cansam de lançar prosélitos, no sentido de alavancar a “democracia direta”, de promover um “controle social” de ações, programas e funcionamento de órgãos, empresas e instituições públicas e privadas, alegando que tal “espécie democrática” seria a única capacitada a alçar o povo do papel de coadjuvante para protagonista das grandes decisões nacionais.
Pois bem, pensando nisso, cabe indagar: por que não concretizar a democracia direta, alargando a competência do Júri no Brasil, segundo permite a Constituição da República, designando, com efeito, ao homem do povo as atribuições de magistrado de fato da grande miríade de crimes que assolam todas as esferas da vida nacional, especialmente as variadas formas de infrações penais e improbidades características de corrupção?
Na quadra atual, é público e notório, portanto, irrespondível que vários tipos de corrupção perpassam desde as mais altas instâncias dos Poderes do Estado até as mais baixas; não distinguem classes sociais, econômicas, culturais; carcomem as instituições públicas e privadas; desviam vultosos tributos expropriados dos contribuintes involuntários, que se deveriam investir nos serviços públicos de saúde, educação, segurança, transporte etc. Enfim, não há dúvida que se configuram ameaças concretas à existência do Estado Democrático de Direito sufragado pela nossa “Constituição Cidadã”.
Desse modo, o homem do povo acha-se, diuturnamente, exposto às ameaças e lesões provenientes das várias espécies de corrupção, tal-qualmente está sujeito a ser vítima ou autor de crimes dolosos contra a vida; lembrando-se que, neste “Brasil brasileiro, mulato inzoneiro”, matam-se, anualmente, 50 mil pessoas. Assassinatos muitos decorrentes da perda de recursos públicos subtraídos pelas corrupções.
Eis, indubitavelmente, todas as justificativas para a imprescindível e verdadeira revolução dos costumes e das leis no Brasil: expansão da competência do Tribunal do Júri, meio de concretização da democracia direta, controle social efetivo, entronização do homem do povo na condição de protagonista político, investindo-o das funções de magistrado da corrupção.
Enfim, ninguém melhor do que o homem do povo para ser magistrado da corrupção. Qual homem público, digno representante do povo, habilita-se a desfraldar a bandeira?
[1] Constituição Federal do Brasil. Artigo 1o, parágrafo único
[2] A Democracia na América. Livro 1 – Leis e costumes. Tradução de Eduardo Brandão. Martins Fontes, 2005.
[3] Article III, Section 3.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Viver ou Juntar Dinheiro?
Max Gehringer
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço
licença
para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.
Lá vai:
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração
azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos,
que
eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque
são
mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos
davam
receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi
muita
coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de
tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria
economizado
R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria
economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um
papel
e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje
eu
poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que
tomei,
não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das
roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu
dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$
500.000,00
na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e
descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à
vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei
meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não
tenho
mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer
pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão
melhorar
muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que
eu
fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em
suas
contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."
Max Gehringer
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço
licença
para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários.
Lá vai:
"Prezado Max, meu nome é Sérgio, tenho 61 anos e pertenço a uma geração
azarada: Quando era jovem as pessoas diziam para escutar os mais velhos,
que
eram mais sábios. Agora dizem que tenho que escutar os jovens, porque
são
mais inteligentes.
Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos
davam
receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi
muita
coisa... Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de
tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria
economizado
R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria
economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um
papel
e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje
eu
poderia estar milionário. Bastava não ter tomado as caipirinhas que
tomei,
não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das
roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu
dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$
500.000,00
na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e
descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à
vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre.
Gastei
meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não
tenho
mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer
pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão
melhorar
muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que
eu
fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em
suas
contas bancárias, mas sem ter vivido a vida".
"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.
Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço."
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Enviado por Ricardo Noblat - 25.11.2011 | 13h02m
A farra bilionária do Banco Panamericano foi uma obra conjunta de Lula
Blog do Augusto Nunes
O que houve entre o governo federal e o Banco Panamericano não foi um negócio. Foi um cortejo de negociatas envolvendo pequenos trapaceiros e figurões do Banco Central, do BNDES, da Caixa Econômica Federal, do PT e do Palácio do Planalto, além de auditores cafajestes, todos em perfeita afinação com punguistas disfarçados de executivos de uma instituição privada.
A queima de bilhões de reais tungados dos pagadores de impostos não foi uma solução de emergência. Foi uma operação criminosa premeditada para livrar da falência o dono de uma rede de TV especialmente útil a caçadores de votos que, para ganhar a eleição, vendem até a mãe. Em fatias, se o freguês preferir.
Todos os personagens da peça político-policial merecem espaço no palco, desde que não encubram a visão da dupla que concebeu e conduziu a trama bandida. Como atesta o post de 11 de novembro de 2010 reproduzido na seção Vale Reprise, o buraco negro do Banco Panamericano foi escavado em parceria por Lula e Sílvio Santos.
O animador de comício e o animador de auditório planejaram a farra bilionária e mandaram a conta para a plateia. O elenco inclui numerosos coajuvantes. Mas os protagonistas são dois.
A farra bilionária do Banco Panamericano foi uma obra conjunta de Lula
Blog do Augusto Nunes
O que houve entre o governo federal e o Banco Panamericano não foi um negócio. Foi um cortejo de negociatas envolvendo pequenos trapaceiros e figurões do Banco Central, do BNDES, da Caixa Econômica Federal, do PT e do Palácio do Planalto, além de auditores cafajestes, todos em perfeita afinação com punguistas disfarçados de executivos de uma instituição privada.
A queima de bilhões de reais tungados dos pagadores de impostos não foi uma solução de emergência. Foi uma operação criminosa premeditada para livrar da falência o dono de uma rede de TV especialmente útil a caçadores de votos que, para ganhar a eleição, vendem até a mãe. Em fatias, se o freguês preferir.
Todos os personagens da peça político-policial merecem espaço no palco, desde que não encubram a visão da dupla que concebeu e conduziu a trama bandida. Como atesta o post de 11 de novembro de 2010 reproduzido na seção Vale Reprise, o buraco negro do Banco Panamericano foi escavado em parceria por Lula e Sílvio Santos.
O animador de comício e o animador de auditório planejaram a farra bilionária e mandaram a conta para a plateia. O elenco inclui numerosos coajuvantes. Mas os protagonistas são dois.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
É VERGONHOSO QUE MINISTROS DA MAIS ALTA CORTE DA REPÚBLICA SEJAM INDICADOS POR PRESIDENTES DA REPÚBLICA! DEVERIAM SER ESCOLHIDOS COM CRITÉRIOS DE MERECIMENTOS!
"REPUTAÇÃO ILIBADA"
Quem é ele, você sabe ?
Dados
Nome: José Antonio Dias Toffoli
Profissão (atual):
Ministro do Supremo Tribunal Federal /STF- Suprema Corte.
Idade: 41 anos
Um breve histórico, para entender a "coisa"
Currículo: "um passado não muito distante"
- Formado pela USP
- Pos Graduação: nunca fez
- Mestrado: nunca fez
- Doutorado: também não fez
- Concursos: 1994 e 1995
foi reprovado em concursos para juiz estadual em São Paulo (é estadual e não Federal, não vá se confundir).
- Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares.
Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT.
Em Brasília:
- Aproximou-se de Lula e José Dirceu,
que o escolheram para ser o advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006;
- Com a vitória de Lula foi nomeado Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu;
- Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou à banca privada;
- Longe do governo, trabalhou na campanha para a reeleição de Lula, serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários..
- No segundo mandato, voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União;
- Toffoli é duas vezes réu.
Ele foi condenado pela Justiça em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá.
Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000,00 (setecentos mil reais) dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos "absolutamente ilegais", celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá.
- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PT, especialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão.
De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido.
Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista
– essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao Supremo.
POSSE: Cadeira dos sonhos
No dia 23/10/2009 ocorreu a posse de Dias Toffoli
como ministro do STF ( indicado pelo Presidente Lula)
Algumas atividades como Ministro do STF.
Ao longo de oito meses no STF ele participou de julgamentos polêmicos e adotou posturas isoladas.
- Em março,
foi o único entre dez ministros que votou favoravelmente ao pedido de habeas corpus para libertar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.
- Em maio, votou pela absolvição do deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE), primeiro parlamentar condenado pelo Supremo desde a Constituição de 1988 (o julgamento acabou em 7 a 3).
- Duas semanas depois, indeferiu um pedido de liminar em habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, em processo no qual foi condenado por calúnia e difamação.
Mainardi é crítico da gestão petista e de Lula. Toffoli, que também é ministro-substituto do Tribunal Superior - Eleitoral, pediu vista de um dos processos por propaganda eleitoral antecipada contra Lula e a presidente pelo PT, Dilma Rousseff.
O julgamento avaliava um recurso contra uma decisão que multou os dois, nos valores de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e que foi determinada pelo ministro Henrique Neves no dia 21 de maio.
ESSE É O NOSSO SUPREMO TRIBUNAL ..... VOCÊ ACREDITA ?!
"REPUTAÇÃO ILIBADA"
Quem é ele, você sabe ?
Dados
Nome: José Antonio Dias Toffoli
Profissão (atual):
Ministro do Supremo Tribunal Federal /STF- Suprema Corte.
Idade: 41 anos
Um breve histórico, para entender a "coisa"
Currículo: "um passado não muito distante"
- Formado pela USP
- Pos Graduação: nunca fez
- Mestrado: nunca fez
- Doutorado: também não fez
- Concursos: 1994 e 1995
foi reprovado em concursos para juiz estadual em São Paulo (é estadual e não Federal, não vá se confundir).
- Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares.
Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT.
Em Brasília:
- Aproximou-se de Lula e José Dirceu,
que o escolheram para ser o advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006;
- Com a vitória de Lula foi nomeado Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu;
- Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou à banca privada;
- Longe do governo, trabalhou na campanha para a reeleição de Lula, serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários..
- No segundo mandato, voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União;
- Toffoli é duas vezes réu.
Ele foi condenado pela Justiça em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá.
Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000,00 (setecentos mil reais) dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos "absolutamente ilegais", celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá.
- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PT, especialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão.
De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido.
Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista
– essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao Supremo.
POSSE: Cadeira dos sonhos
No dia 23/10/2009 ocorreu a posse de Dias Toffoli
como ministro do STF ( indicado pelo Presidente Lula)
Algumas atividades como Ministro do STF.
Ao longo de oito meses no STF ele participou de julgamentos polêmicos e adotou posturas isoladas.
- Em março,
foi o único entre dez ministros que votou favoravelmente ao pedido de habeas corpus para libertar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.
- Em maio, votou pela absolvição do deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE), primeiro parlamentar condenado pelo Supremo desde a Constituição de 1988 (o julgamento acabou em 7 a 3).
- Duas semanas depois, indeferiu um pedido de liminar em habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, em processo no qual foi condenado por calúnia e difamação.
Mainardi é crítico da gestão petista e de Lula. Toffoli, que também é ministro-substituto do Tribunal Superior - Eleitoral, pediu vista de um dos processos por propaganda eleitoral antecipada contra Lula e a presidente pelo PT, Dilma Rousseff.
O julgamento avaliava um recurso contra uma decisão que multou os dois, nos valores de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e que foi determinada pelo ministro Henrique Neves no dia 21 de maio.
ESSE É O NOSSO SUPREMO TRIBUNAL ..... VOCÊ ACREDITA ?!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
LULA E SÍLVIO SANTOS: A TRAMÓIA QUE ROUBOU O BRASIL!!!!!
02 de Dezembro de 2011 09:46
A bolinha que valeu 1 banco
(Artigo de Roberto Freire no jornal Brasil Econômico)
A descoberta de uma bilionária fraude contábil levou o grupo Silvio Santos a fazer um aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano, que tem como sócia minoritária a Caixa Econômica Federal.
O dinheiro que propiciou a cobertura do rombo foi obtido por meio de um empréstimo ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no país.
Hoje se sabe que esse rombo é resultado de ativos e créditos fictícios registrados por diretores do PanAmericano visando inflar os resultados e, suspeita-se, melhorar os bônus dos executivos.
O que não se sabia é o que levou o governo federal a entrar nessa história, por meio da Caixa Econômica Federal, que pouco antes de se constatar um rombo bilionário, pagou mais de R$ 500 milhões por uma parte do PanAmericano de um banco podre.
Mas, recentemente, como em um romance policial de péssima categoria, raios de luz começam a iluminar a trama. Uma doação de R$ 500 mil do Banco PanAmericano para Lula em 2006 foi descoberta por acaso e vem a público cinco anos depois.
O repasse foi mantido em sigilo por todo este tempo porque o banco usou empresas de seus dirigentes para disfarçar a origem das contribuições.
Segundo um relatório feito por auditores que examinaram os livros do banco no início deste ano, sete empresas foram usadas para repassar recursos da administradora de cartões de crédito do PanAmericano para o PT.
A operação só foi descoberta agora em março, depois que o banco BTG Pactual assumiu o controle do PanAmericano e seus auditores começaram a analisar o que os antigos proprietários tinham feito na instituição. Como é seu dever, a PF abriu inquérito para investigar suspeitas de ocorrência de crimes eleitorais.
Coincidências à parte, o fato é que durante a campanha de 2010, enquanto fazia uma passeata na Zona Oeste do Rio de Janeiro, há menos de uma semana para o fim da campanha, José Serra foi intimidado por um grupo de militantes do PT que lhe encurralou e lhe jogou objetos, um deles acertou a cabeça do candidato.
Tal incidente ganhou uma versão estapafúrdia na rede de televisão de Silvio Santos, o SBT, que dedicou horas de seu noticiário para tentar minimizar o fato e desmoralizar o candidato, que, na época, concorria com a presidente Dilma, afilhada política de Lula.
A versão apresentada pelos jornais do SBT visava mostrar que Serra não havia sido atingido por objeto capaz de causar qualquer dano e sim por uma bolinha de papel.
O que não se sabia, à época, era a estreita ligação entre o governo do PT e o SBT e que a versão da bolinha de papel guardava uma concordância profunda e silenciosa entre a empresa de comunicação e o governo do PT na busca de ridicularizar e denegrir a imagem de seus opositores.
Passadas as eleições, podemos melhor aquilatar o custo para a sociedade brasileira daquela famosa bolinha de papel, e quanto foi lucrativo para os diretores do PanAmericano ajudar Lula seu partido.
Mesmo com pontos obscuros, ainda sobre o manto negro dos negócios escusos, mais uma vez o nome e a impávida figura do ex-presidente Lula aparece em um negócio malexplicado, cheio de reentrâncias, voltas e labirintos, típico da forma petista de governar.
----------------------------------------------------------
Roberto Freire é presidente do PPS
A bolinha que valeu 1 banco
(Artigo de Roberto Freire no jornal Brasil Econômico)
A descoberta de uma bilionária fraude contábil levou o grupo Silvio Santos a fazer um aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano, que tem como sócia minoritária a Caixa Econômica Federal.
O dinheiro que propiciou a cobertura do rombo foi obtido por meio de um empréstimo ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no país.
Hoje se sabe que esse rombo é resultado de ativos e créditos fictícios registrados por diretores do PanAmericano visando inflar os resultados e, suspeita-se, melhorar os bônus dos executivos.
O que não se sabia é o que levou o governo federal a entrar nessa história, por meio da Caixa Econômica Federal, que pouco antes de se constatar um rombo bilionário, pagou mais de R$ 500 milhões por uma parte do PanAmericano de um banco podre.
Mas, recentemente, como em um romance policial de péssima categoria, raios de luz começam a iluminar a trama. Uma doação de R$ 500 mil do Banco PanAmericano para Lula em 2006 foi descoberta por acaso e vem a público cinco anos depois.
O repasse foi mantido em sigilo por todo este tempo porque o banco usou empresas de seus dirigentes para disfarçar a origem das contribuições.
Segundo um relatório feito por auditores que examinaram os livros do banco no início deste ano, sete empresas foram usadas para repassar recursos da administradora de cartões de crédito do PanAmericano para o PT.
A operação só foi descoberta agora em março, depois que o banco BTG Pactual assumiu o controle do PanAmericano e seus auditores começaram a analisar o que os antigos proprietários tinham feito na instituição. Como é seu dever, a PF abriu inquérito para investigar suspeitas de ocorrência de crimes eleitorais.
Coincidências à parte, o fato é que durante a campanha de 2010, enquanto fazia uma passeata na Zona Oeste do Rio de Janeiro, há menos de uma semana para o fim da campanha, José Serra foi intimidado por um grupo de militantes do PT que lhe encurralou e lhe jogou objetos, um deles acertou a cabeça do candidato.
Tal incidente ganhou uma versão estapafúrdia na rede de televisão de Silvio Santos, o SBT, que dedicou horas de seu noticiário para tentar minimizar o fato e desmoralizar o candidato, que, na época, concorria com a presidente Dilma, afilhada política de Lula.
A versão apresentada pelos jornais do SBT visava mostrar que Serra não havia sido atingido por objeto capaz de causar qualquer dano e sim por uma bolinha de papel.
O que não se sabia, à época, era a estreita ligação entre o governo do PT e o SBT e que a versão da bolinha de papel guardava uma concordância profunda e silenciosa entre a empresa de comunicação e o governo do PT na busca de ridicularizar e denegrir a imagem de seus opositores.
Passadas as eleições, podemos melhor aquilatar o custo para a sociedade brasileira daquela famosa bolinha de papel, e quanto foi lucrativo para os diretores do PanAmericano ajudar Lula seu partido.
Mesmo com pontos obscuros, ainda sobre o manto negro dos negócios escusos, mais uma vez o nome e a impávida figura do ex-presidente Lula aparece em um negócio malexplicado, cheio de reentrâncias, voltas e labirintos, típico da forma petista de governar.
----------------------------------------------------------
Roberto Freire é presidente do PPS
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Ucho.I
nfo
30/11/2011 | Escrito por admin
Irregularidades na Agricultura mostram que a popularidade de Lula foi comprada a peso de ouro
Radiografia completa – Na segunda-feira (29), os veículos de comunicação do País, como sempre fazem, dedicaram espaço ao noticiário político, com ênfase aos escândalos de corrupção que marcam o primeiro ano da era da neopetista Dilma Vana Rousseff. Entre os imbróglios que mereceram destaque no primeiro dia da semana está o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que detectou “falhas graves” em contratos do Ministério da Agricultura.
Quando foi apeado do cargo, depois de um sangramento político que durou semanas a fio, Wagner Rossi foi alvo de elogios por parte da presidente da República, que agiu dessa forma para não açoitar o PMDB, principal partido da base aliada do governo no Congresso Nacional.
As irregularidades detectadas pela CGU podem chegar à impressionante cifra de R$ 228 milhões, dinheiro que saiu do bolso do contribuinte diretamente para o cofre dos alarifes que há mais de cinco séculos dominam a cena política verde-loura.
A imprensa fez a sua parte ao noticiar o fato, mas errou enormemente ao deixar de comentar a órbita de mais um escândalo de corrupção. O primeiro quesito a ser abordado é que nenhum partido político assume um ministério por competência ou dedicação incondicional à pátria. O faz, sim, por interesses financeiros, pois manter-se no poder custa caro e campanhas eleitorais não são baratas.
O segundo ponto, o mais preocupante, é que os seguidos desvios de dinheiro público a partir de ministérios mostram o grau de virulência da passagem de Luiz Inácio da Silva pelo Palácio do Planalto. A alardeada popularidade de Lula foi conseguida com a conivência do governo nos casos de corrupção. Depois que o esquema do mensalão, montado pelo PT palaciano, transformou-se em um rumoroso imbróglio de repercussão nacional.
À época, a saída encontrada pelos inquilinos do Palácio do Planalto foi substituir o esquema criminoso de mesadas pela entrega de ministérios aos partidos da chamada base aliada, que passaram a ter o direito de praticar atos de corrupção em todas as instancias possíveis.
Entre os itens da amaldiçoada herança deixada por Lula da Silva, a inflação é o que mais preocupa no momento, mas a nocividade da corrupção é a que mais assusta. Mesmo assim, a pasmaceira da sociedade diante de seguidos escândalos chega a impressionar.
nfo
30/11/2011 | Escrito por admin
Irregularidades na Agricultura mostram que a popularidade de Lula foi comprada a peso de ouro
Radiografia completa – Na segunda-feira (29), os veículos de comunicação do País, como sempre fazem, dedicaram espaço ao noticiário político, com ênfase aos escândalos de corrupção que marcam o primeiro ano da era da neopetista Dilma Vana Rousseff. Entre os imbróglios que mereceram destaque no primeiro dia da semana está o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que detectou “falhas graves” em contratos do Ministério da Agricultura.
Quando foi apeado do cargo, depois de um sangramento político que durou semanas a fio, Wagner Rossi foi alvo de elogios por parte da presidente da República, que agiu dessa forma para não açoitar o PMDB, principal partido da base aliada do governo no Congresso Nacional.
As irregularidades detectadas pela CGU podem chegar à impressionante cifra de R$ 228 milhões, dinheiro que saiu do bolso do contribuinte diretamente para o cofre dos alarifes que há mais de cinco séculos dominam a cena política verde-loura.
A imprensa fez a sua parte ao noticiar o fato, mas errou enormemente ao deixar de comentar a órbita de mais um escândalo de corrupção. O primeiro quesito a ser abordado é que nenhum partido político assume um ministério por competência ou dedicação incondicional à pátria. O faz, sim, por interesses financeiros, pois manter-se no poder custa caro e campanhas eleitorais não são baratas.
O segundo ponto, o mais preocupante, é que os seguidos desvios de dinheiro público a partir de ministérios mostram o grau de virulência da passagem de Luiz Inácio da Silva pelo Palácio do Planalto. A alardeada popularidade de Lula foi conseguida com a conivência do governo nos casos de corrupção. Depois que o esquema do mensalão, montado pelo PT palaciano, transformou-se em um rumoroso imbróglio de repercussão nacional.
À época, a saída encontrada pelos inquilinos do Palácio do Planalto foi substituir o esquema criminoso de mesadas pela entrega de ministérios aos partidos da chamada base aliada, que passaram a ter o direito de praticar atos de corrupção em todas as instancias possíveis.
Entre os itens da amaldiçoada herança deixada por Lula da Silva, a inflação é o que mais preocupa no momento, mas a nocividade da corrupção é a que mais assusta. Mesmo assim, a pasmaceira da sociedade diante de seguidos escândalos chega a impressionar.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
egunda-feira, 21 de novembro de 2011
A fortuna de Lula segundo a revista Forbes
A censura já funciona. Esta é a razão da dificuldade de pesquisa sobre este grave tema.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
2006 - Dossiê norte-americano adverte que Lula fará “populismo socialista” para conquistar a reeleição por mais 6 anos
Fonte: alertatotal.blogspot.com/
Por Jorge Serrão
A fortuna do Lula
A pobreza deste homem que não sabia e nem sabe de nada...
Por Giulio Sanmartini
Sobre o novo mimo que Lula está adquirindo para seu lazer, Cláudio Humberto escreve o seguinte. 'A casa comprada por Lula junto à cooperativa habitacional Bancoop, no Guarujá (SP), fica no condomínio Iporanga, onde veraneiam o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e a viúva do ex-ministro de FHC Sérgio Motta. Não custam menos de R$ 2 milhões, cada. O presidente e a mulher, d. Marisa, passaram boa parte das férias do verão passado na casa de Bastos, nesse condomínio de classe alta, quando decidiram comprar o imóvel '.
Lula, vamos dizer assim, 'trabalhou' 22 anos e foi aposentado por ter estado um dia inteiro como preso político. Recebe do Instituto de Previdência o valor liquido MENSAL de R$ 6.956,40.
Um simples mortal HONESTO que como ele não foi funcionário público, terá que trabalhar 35 anos para aposentar-se e receberá o benefício máximo pago hoje pela Previdência de R$ 2.894,28...
Trecho do artigo de Giulio Sanmartini
"...O estudo revela que a fortuna pessoal de Lula da Silva é estimada pela revista Forbes em R$ 2 bilhões de dólares."
Este é apenas um trecho do texto a seguir.
IMPORTANTE: Dados de 2006. Em 2011 este número já recebeu muitos e muitos zeros.
Texto publicado em 2006.
Vejamos o que se cumpriu.
Exclusivo - Um organismo, sediado em Washington, que estuda e monitora a realidade da América Latina, enviou ao Senado brasileiro um documento em que chama a atenção para os próximos movimentos políticos do presidente Lula da Silva, rumo a um “populismo socialista”. O estudo adverte que Lula pretende lançar medidas populares de impacto, incentivando o consumo para seus eleitores de baixa renda. Segundo o dossiê, a intenção de Lula é consolidar seu poder de voto para uma futura reforma política que vai autorizar, a partir de 2008, a reeleição para um mandato de mais seis anos.
O documento assinala que Lula prepara um dos maiores movimentos de reestruturação econômica, voltado para as classes populares, dentro do projeto de longevidade no poder. Segundo o estudo, os EUA estariam muito preocupados com este tipo de populismo no Brasil, que é um País continental e onde o povo é submisso, sem cultura e informação para avaliar as conseqüências políticas deste movimento rumo ao socialismo. O plano de Lula é comparado ao do venezuelano Hugo Chávez. Segundo o estudo, conta com o apoio de grandes investidores europeus.
O dossiê, vindo dos EUA com a classificação “confidencial”, foi analisado segunda-feira, com toda cautela, em uma reunião fechada, do Colégio de Líderes do Senado. Alguns parlamentares o viram com ceticismo. Outros senadores chamaram a atenção para fatos objetivos já em andamento. Um dos principais pontos do estudo alerta para uma especulação de mercado sobre a adoção de um novo pacote econômico, até o fim do ano, assim que fosse proclamada a vitória eleitoral de Lula. Aliás, o dossiê chama a atenção para os problemas na aprovação das contas da campanha presidencial de Lula.
Curiosamente, segundo observou um senador, os norte-americanos anteciparam o parecer de técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, que constataram "irregularidades insanáveis" na prestação de contas da campanha à reeleição. O PT recebeu R$ 10 milhões de empresas que têm concessões de serviços públicos, o que a lei proíbe. O problema ameaça a diplomação do presidente Lula, marcada para dia 14 deste mês. As contas serão julgadas dia 12. O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, chegou a admitir até o adiamento da posse do segundo mandato, em 1° de janeiro. O advogado do PT no TSE promete entregar hoje ao TSE uma declaração retificadora das contas da campanha, para tentar resolver o problema.
O estudo norte-americano adverte para a possibilidade de um confisco tributário em fundos e em poupanças acima de R$ 50 ou 60 mil reais. Nos dois casos, o dinheiro só poderia ser movimentado de seis em seis meses, sob risco de remuneração quase nula. Os fundos seriam tributados em 35% dos ganhos. Segundo o documento, o Banco Central do Brasil tem um levantamento completo sobre os investimentos feitos por 36 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.
Uma das propostas em estudo no governo é que os fundos de pensão redirecionem R$ 80 bilhões, aplicados em títulos públicos, para investimento direto em empresas e projetos de infra-estrutura. A baixa rentabilidade da renda fixa, com os cortes de juros na taxa selic, obrigaria os fundos a buscarem opções mais rentáveis para aplicar a maior parte dos R$ 190 bilhões mantidos em títulos públicos de seus ativos totais, estimados em R$ 350 bilhões. Assim, os fundos multimercado seriam grande cartada dos investidores para 2007.
O dinheiro seria usado para ampliar programas de compensação de renda (como o bolsa família), que se mostraram eficazes armas eleitorais. Lula também quer direcionar tal dinheiro dos fundos para áreas populares, investindo em infra-estrutura – setor de baixo risco, rentabilidade moderada e que gera caixa para as empresas, emprego e renda em longo prazo. O governo também quer investir pesado no segmento de moradias populares. Segundo dados oficiais, mais de 90% do gigantesco déficit habitacional de 7 milhões e 800 mil residências está na faixa de famílias com renda de até cinco salários mínimos.
No cenário desenhado pelos norte-americanos, uma coisa é certa. O governo vai criar por Medida Provisória um fundo para obras de infra-estrutura com recursos do FGTS. A novidade ruim é que o risco do investimento ficará com o trabalhador. Os trabalhadores poderão investir até 20% dos saldos de suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na construção de rodovias, ferrovias e portos, além de obras nos setores de saneamento básico e energia elétrica. O novo fundo será chamado de FI-FGTS. Terá orçamento inicial de R$ 5 bilhões, originários do patrimônio líquido do FGTS.
Fortuna do Lula
O estudo revela que a fortuna pessoal de Lula da Silva é estimada pela revista Forbes em R$ 2 bilhões de dólares.
O presidente estaria usando tal fortuna para comprar televisões a cabo, a fim de formar uma rede de comunicação com o filho Lulinha, que estaria administrando uma fortuna pessoal de R$ 900 milhões.
Lula espera comprar uma rede de televisão, para preparar uma rede pessoal de divulgação para sustentar o trabalho de comunicação do governo petista.
Bolsa Carro?
Além do plano para os fundos, os norte-americanos revelam que Lula fechou acordo com uma companhia chinesa para financiar carros populares pela bagatela de R$ 5 mil reais.
Os carros seriam subsidiados com financiamentos do BNDES, no prazo de 60 meses.
Os veículos seriam de passeio e mini-vans para transporte de mercadorias.
Outra idéia seria reduzir impostos para aparelhos de consumo mais populares, e aumentar ainda mais a carga tributária para bens não populares, como automóveis de luxo.
Comissários do Povo?
Um dos pontos mais polêmicos revelados pelos norte-americanos é que o governo Lula quer patrocinar um projeto de segurança voltado para a organização de milícias de bairros.
As milícias foram uma idéia copiada da Venezuela.
Na terra de Hugo Chávez, o síndico de bairro tem poderes de um xerife.
O modelo lembra os velhos “comissariados do povo”, da extinta (porém mais viva que nunca na cabeça dos petistas) União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Lula comprando jornalistas amestrados?
No estudo noste-americano, foi identificada a preocupação do presidente em manter várias redes de televisão sob seu controle.
Segundo o dossiê, o presidente estaria pagando “por fora” para jornalistas famosos, de grandes redes de tevê e jornais, especialmente escalados para analisar a notícia de uma maneira não contundente ao governo petista.
O estudo também adverte que o presidente estaria comprando a oposição com ameaças de denunciar as mazelas dos opositores.
Porrada no Jornalismo
A reportagem da Folha foi agredida no domingo por um segurança da Presidência da República que acompanhava a primeira-dama, Marisa Letícia, em evento que arrecadava brinquedos, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
O repórter-fotográfico da Folha Lula Marques foi barrado pelo segurança, que o agrediu com socos e agarrões e quebrou seu flash.
O repórter da Folha Eduardo Scolese tentou separá-los, mas foi empurrado e teve seu gravador lançado ao chão.
Comentário pertinente
Roxane Andrade, mulher do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, decidiu enviar uma cartinha curta e objetiva para o Diretor de Redação da Folha de São Paulo, Otávio Frias Filho, lembrando que seu marido já alertara sobre a violência prevista contra os jornalistas há muito tempo:
“Caro Otávio Frias Filho, há 10 anos, quando o Sr. disse que Olavo de Carvalho estava "açoitando cavalo morto" ele respondeu com firmeza e alertou, pediu, implorou, brigou, escreveu inúmeros artigos para que o senhor e outros donos de jornais se conscientizassem de que o país estava correndo um sério risco de cair nas mãos de um regime autoritário de esquerda. Ninguém acreditou. Por isso, tomo a liberdade de afirmar, sem medo de errar, que os donos de jornais também são todos responsáveis pelo que está acontecendo no Brasil. Poderiam ter mudado o rumo da história. Não mudaram porque não quiseram. Uma pena! O Brasil poderia estar sendo hoje um exemplo para a América Latina. Essa agressão toda é somente o começo. Aguardem o pior. Saudações, Roxane Andrade”.
Jornalismo colaborativo
Não! Não é o jornalismo praticado pelas empresas de comunicação para puxar saco e tomar grana do governo.
Mas sim um conceito de jornalismo com a participação do conteúdo enviado pelos internautas.
Problema das contas
A campanha de Lula da Silva recebeu R$ 10 milhões que se encaixam nas "doações vedadas" pela lei eleitoral.
Os recursos são provenientes, em sua maioria, de empresas que exploram concessões públicas, direta ou indiretamente.
Além disso, não há prestação de contas de R$ 10 milhões e 200 mil, cerca de 10% do total arrecadado.
O comitê alegou que a maior parte se refere a dívidas deixadas pela campanha e assumidas pelo PT e apresentou as notas fiscais correspondentes.
Arrecadação ilegal
A campanha petista arrecadou recursos ilegalmente após a divulgação do resultado das eleições.
O parecer afirma que a lei permite arrecadação após a eleição para despesas contraídas até o dia do pleito e não quitadas.
Mas os técnicos constataram que, após a eleição, a arrecadação superou o pagamento de despesas em R$ 27 milhões e 900 mil.
Só das grandes empresas a campanha ganhou R$ 16 milhões e 500 mil.
Quem lucra com Lula
O lucro dos bancos dobrou nos quatro anos de governo do PT.
Os bancos ganharam nos últimos quatro anos mais do que em oito anos do governo anterior, o de FHC, que também foi um paraíso para os banqueiros, com juros altíssimos.
O mais recente levantamento divulgado pelo Banco Central confirma:
Os lucros dos 50 maiores bancos brasileiros, acumulados em nove meses, até setembro, atingiram R$ 23 bilhões e 400 milhões.
A soma equivale a praticamente o dobro do que foi registrado nos primeiros nove meses do governo Lula, em 2003, de R$ 12 bilhões e 700 milhões.
Em relação ao acumulado até setembro de 2005, aumento do lucro dos bancos foi de 21,2%.
Motivo dos lucros
O desempenho recorde deve-se à expansão do crédito ao varejo, aos spreads elevados, ao aumento das receitas com serviços à maior eficiência, obtida com corte de custos e investimentos em tecnologia.
Considerando apenas os ganhos do trimestre, os resultados acumulados foram um pouco inferiores aos do terceiro trimestre de 2005: R$ 6 bilhões, ante R$ 6 bilhões e 900 milhões, no ano passado.
Mas tal queda é uma ilusão contábil, pois ocorreu porque Bradesco, Itaú e Unibanco decidiram deduzir dos lucros os ágios pagos por aquisições recentes de outros bancos.
A antecipação do lançamento contábil dos ágios significa que no último trimestre deste ano os ganhos dos bancos devem ser espetaculares.
________________________________________________________________
A censura já funciona
Por Celso Brasil
Basta dar busca na internet e tentar encontrar vídeos ou artigos relacionados a este delicado e grave tema.
Sugiro que você não fique por aqui. Após ler todo este post, busque mais informações. Pesquise, publique, repasse e ajude a acabar com este medo que a própria população alimenta graças a esta censura, que funciona através de ameaças e casos de brasileiros que se opuseram e hoje vivem no exterior para preservarem suas vidas e da família.
Isso é democracia?
Isso é Ordem e Progresso?
A cegueira que nos foi imposta não permite enxergar a grande força que temos. Somente o povo tem o poder. Qualquer outra visão é falsa!
A fortuna de Lula segundo a revista Forbes
A censura já funciona. Esta é a razão da dificuldade de pesquisa sobre este grave tema.
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
2006 - Dossiê norte-americano adverte que Lula fará “populismo socialista” para conquistar a reeleição por mais 6 anos
Fonte: alertatotal.blogspot.com/
Por Jorge Serrão
A fortuna do Lula
A pobreza deste homem que não sabia e nem sabe de nada...
Por Giulio Sanmartini
Sobre o novo mimo que Lula está adquirindo para seu lazer, Cláudio Humberto escreve o seguinte. 'A casa comprada por Lula junto à cooperativa habitacional Bancoop, no Guarujá (SP), fica no condomínio Iporanga, onde veraneiam o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e a viúva do ex-ministro de FHC Sérgio Motta. Não custam menos de R$ 2 milhões, cada. O presidente e a mulher, d. Marisa, passaram boa parte das férias do verão passado na casa de Bastos, nesse condomínio de classe alta, quando decidiram comprar o imóvel '.
Lula, vamos dizer assim, 'trabalhou' 22 anos e foi aposentado por ter estado um dia inteiro como preso político. Recebe do Instituto de Previdência o valor liquido MENSAL de R$ 6.956,40.
Um simples mortal HONESTO que como ele não foi funcionário público, terá que trabalhar 35 anos para aposentar-se e receberá o benefício máximo pago hoje pela Previdência de R$ 2.894,28...
Trecho do artigo de Giulio Sanmartini
"...O estudo revela que a fortuna pessoal de Lula da Silva é estimada pela revista Forbes em R$ 2 bilhões de dólares."
Este é apenas um trecho do texto a seguir.
IMPORTANTE: Dados de 2006. Em 2011 este número já recebeu muitos e muitos zeros.
Texto publicado em 2006.
Vejamos o que se cumpriu.
Exclusivo - Um organismo, sediado em Washington, que estuda e monitora a realidade da América Latina, enviou ao Senado brasileiro um documento em que chama a atenção para os próximos movimentos políticos do presidente Lula da Silva, rumo a um “populismo socialista”. O estudo adverte que Lula pretende lançar medidas populares de impacto, incentivando o consumo para seus eleitores de baixa renda. Segundo o dossiê, a intenção de Lula é consolidar seu poder de voto para uma futura reforma política que vai autorizar, a partir de 2008, a reeleição para um mandato de mais seis anos.
O documento assinala que Lula prepara um dos maiores movimentos de reestruturação econômica, voltado para as classes populares, dentro do projeto de longevidade no poder. Segundo o estudo, os EUA estariam muito preocupados com este tipo de populismo no Brasil, que é um País continental e onde o povo é submisso, sem cultura e informação para avaliar as conseqüências políticas deste movimento rumo ao socialismo. O plano de Lula é comparado ao do venezuelano Hugo Chávez. Segundo o estudo, conta com o apoio de grandes investidores europeus.
O dossiê, vindo dos EUA com a classificação “confidencial”, foi analisado segunda-feira, com toda cautela, em uma reunião fechada, do Colégio de Líderes do Senado. Alguns parlamentares o viram com ceticismo. Outros senadores chamaram a atenção para fatos objetivos já em andamento. Um dos principais pontos do estudo alerta para uma especulação de mercado sobre a adoção de um novo pacote econômico, até o fim do ano, assim que fosse proclamada a vitória eleitoral de Lula. Aliás, o dossiê chama a atenção para os problemas na aprovação das contas da campanha presidencial de Lula.
Curiosamente, segundo observou um senador, os norte-americanos anteciparam o parecer de técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, que constataram "irregularidades insanáveis" na prestação de contas da campanha à reeleição. O PT recebeu R$ 10 milhões de empresas que têm concessões de serviços públicos, o que a lei proíbe. O problema ameaça a diplomação do presidente Lula, marcada para dia 14 deste mês. As contas serão julgadas dia 12. O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, chegou a admitir até o adiamento da posse do segundo mandato, em 1° de janeiro. O advogado do PT no TSE promete entregar hoje ao TSE uma declaração retificadora das contas da campanha, para tentar resolver o problema.
O estudo norte-americano adverte para a possibilidade de um confisco tributário em fundos e em poupanças acima de R$ 50 ou 60 mil reais. Nos dois casos, o dinheiro só poderia ser movimentado de seis em seis meses, sob risco de remuneração quase nula. Os fundos seriam tributados em 35% dos ganhos. Segundo o documento, o Banco Central do Brasil tem um levantamento completo sobre os investimentos feitos por 36 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros.
Uma das propostas em estudo no governo é que os fundos de pensão redirecionem R$ 80 bilhões, aplicados em títulos públicos, para investimento direto em empresas e projetos de infra-estrutura. A baixa rentabilidade da renda fixa, com os cortes de juros na taxa selic, obrigaria os fundos a buscarem opções mais rentáveis para aplicar a maior parte dos R$ 190 bilhões mantidos em títulos públicos de seus ativos totais, estimados em R$ 350 bilhões. Assim, os fundos multimercado seriam grande cartada dos investidores para 2007.
O dinheiro seria usado para ampliar programas de compensação de renda (como o bolsa família), que se mostraram eficazes armas eleitorais. Lula também quer direcionar tal dinheiro dos fundos para áreas populares, investindo em infra-estrutura – setor de baixo risco, rentabilidade moderada e que gera caixa para as empresas, emprego e renda em longo prazo. O governo também quer investir pesado no segmento de moradias populares. Segundo dados oficiais, mais de 90% do gigantesco déficit habitacional de 7 milhões e 800 mil residências está na faixa de famílias com renda de até cinco salários mínimos.
No cenário desenhado pelos norte-americanos, uma coisa é certa. O governo vai criar por Medida Provisória um fundo para obras de infra-estrutura com recursos do FGTS. A novidade ruim é que o risco do investimento ficará com o trabalhador. Os trabalhadores poderão investir até 20% dos saldos de suas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço na construção de rodovias, ferrovias e portos, além de obras nos setores de saneamento básico e energia elétrica. O novo fundo será chamado de FI-FGTS. Terá orçamento inicial de R$ 5 bilhões, originários do patrimônio líquido do FGTS.
Fortuna do Lula
O estudo revela que a fortuna pessoal de Lula da Silva é estimada pela revista Forbes em R$ 2 bilhões de dólares.
O presidente estaria usando tal fortuna para comprar televisões a cabo, a fim de formar uma rede de comunicação com o filho Lulinha, que estaria administrando uma fortuna pessoal de R$ 900 milhões.
Lula espera comprar uma rede de televisão, para preparar uma rede pessoal de divulgação para sustentar o trabalho de comunicação do governo petista.
Bolsa Carro?
Além do plano para os fundos, os norte-americanos revelam que Lula fechou acordo com uma companhia chinesa para financiar carros populares pela bagatela de R$ 5 mil reais.
Os carros seriam subsidiados com financiamentos do BNDES, no prazo de 60 meses.
Os veículos seriam de passeio e mini-vans para transporte de mercadorias.
Outra idéia seria reduzir impostos para aparelhos de consumo mais populares, e aumentar ainda mais a carga tributária para bens não populares, como automóveis de luxo.
Comissários do Povo?
Um dos pontos mais polêmicos revelados pelos norte-americanos é que o governo Lula quer patrocinar um projeto de segurança voltado para a organização de milícias de bairros.
As milícias foram uma idéia copiada da Venezuela.
Na terra de Hugo Chávez, o síndico de bairro tem poderes de um xerife.
O modelo lembra os velhos “comissariados do povo”, da extinta (porém mais viva que nunca na cabeça dos petistas) União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Lula comprando jornalistas amestrados?
No estudo noste-americano, foi identificada a preocupação do presidente em manter várias redes de televisão sob seu controle.
Segundo o dossiê, o presidente estaria pagando “por fora” para jornalistas famosos, de grandes redes de tevê e jornais, especialmente escalados para analisar a notícia de uma maneira não contundente ao governo petista.
O estudo também adverte que o presidente estaria comprando a oposição com ameaças de denunciar as mazelas dos opositores.
Porrada no Jornalismo
A reportagem da Folha foi agredida no domingo por um segurança da Presidência da República que acompanhava a primeira-dama, Marisa Letícia, em evento que arrecadava brinquedos, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
O repórter-fotográfico da Folha Lula Marques foi barrado pelo segurança, que o agrediu com socos e agarrões e quebrou seu flash.
O repórter da Folha Eduardo Scolese tentou separá-los, mas foi empurrado e teve seu gravador lançado ao chão.
Comentário pertinente
Roxane Andrade, mulher do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, decidiu enviar uma cartinha curta e objetiva para o Diretor de Redação da Folha de São Paulo, Otávio Frias Filho, lembrando que seu marido já alertara sobre a violência prevista contra os jornalistas há muito tempo:
“Caro Otávio Frias Filho, há 10 anos, quando o Sr. disse que Olavo de Carvalho estava "açoitando cavalo morto" ele respondeu com firmeza e alertou, pediu, implorou, brigou, escreveu inúmeros artigos para que o senhor e outros donos de jornais se conscientizassem de que o país estava correndo um sério risco de cair nas mãos de um regime autoritário de esquerda. Ninguém acreditou. Por isso, tomo a liberdade de afirmar, sem medo de errar, que os donos de jornais também são todos responsáveis pelo que está acontecendo no Brasil. Poderiam ter mudado o rumo da história. Não mudaram porque não quiseram. Uma pena! O Brasil poderia estar sendo hoje um exemplo para a América Latina. Essa agressão toda é somente o começo. Aguardem o pior. Saudações, Roxane Andrade”.
Jornalismo colaborativo
Não! Não é o jornalismo praticado pelas empresas de comunicação para puxar saco e tomar grana do governo.
Mas sim um conceito de jornalismo com a participação do conteúdo enviado pelos internautas.
Problema das contas
A campanha de Lula da Silva recebeu R$ 10 milhões que se encaixam nas "doações vedadas" pela lei eleitoral.
Os recursos são provenientes, em sua maioria, de empresas que exploram concessões públicas, direta ou indiretamente.
Além disso, não há prestação de contas de R$ 10 milhões e 200 mil, cerca de 10% do total arrecadado.
O comitê alegou que a maior parte se refere a dívidas deixadas pela campanha e assumidas pelo PT e apresentou as notas fiscais correspondentes.
Arrecadação ilegal
A campanha petista arrecadou recursos ilegalmente após a divulgação do resultado das eleições.
O parecer afirma que a lei permite arrecadação após a eleição para despesas contraídas até o dia do pleito e não quitadas.
Mas os técnicos constataram que, após a eleição, a arrecadação superou o pagamento de despesas em R$ 27 milhões e 900 mil.
Só das grandes empresas a campanha ganhou R$ 16 milhões e 500 mil.
Quem lucra com Lula
O lucro dos bancos dobrou nos quatro anos de governo do PT.
Os bancos ganharam nos últimos quatro anos mais do que em oito anos do governo anterior, o de FHC, que também foi um paraíso para os banqueiros, com juros altíssimos.
O mais recente levantamento divulgado pelo Banco Central confirma:
Os lucros dos 50 maiores bancos brasileiros, acumulados em nove meses, até setembro, atingiram R$ 23 bilhões e 400 milhões.
A soma equivale a praticamente o dobro do que foi registrado nos primeiros nove meses do governo Lula, em 2003, de R$ 12 bilhões e 700 milhões.
Em relação ao acumulado até setembro de 2005, aumento do lucro dos bancos foi de 21,2%.
Motivo dos lucros
O desempenho recorde deve-se à expansão do crédito ao varejo, aos spreads elevados, ao aumento das receitas com serviços à maior eficiência, obtida com corte de custos e investimentos em tecnologia.
Considerando apenas os ganhos do trimestre, os resultados acumulados foram um pouco inferiores aos do terceiro trimestre de 2005: R$ 6 bilhões, ante R$ 6 bilhões e 900 milhões, no ano passado.
Mas tal queda é uma ilusão contábil, pois ocorreu porque Bradesco, Itaú e Unibanco decidiram deduzir dos lucros os ágios pagos por aquisições recentes de outros bancos.
A antecipação do lançamento contábil dos ágios significa que no último trimestre deste ano os ganhos dos bancos devem ser espetaculares.
________________________________________________________________
A censura já funciona
Por Celso Brasil
Basta dar busca na internet e tentar encontrar vídeos ou artigos relacionados a este delicado e grave tema.
Sugiro que você não fique por aqui. Após ler todo este post, busque mais informações. Pesquise, publique, repasse e ajude a acabar com este medo que a própria população alimenta graças a esta censura, que funciona através de ameaças e casos de brasileiros que se opuseram e hoje vivem no exterior para preservarem suas vidas e da família.
Isso é democracia?
Isso é Ordem e Progresso?
A cegueira que nos foi imposta não permite enxergar a grande força que temos. Somente o povo tem o poder. Qualquer outra visão é falsa!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
SEXTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2011
E QUANDO QUEM SE CALOU QUISER FALAR E NÃO PUDER MAIS? E AÍ?
Rui Falcão usa eufemismos: 'Temos que proteger a imprensa'
Presidente do PT nega intenção de controlar os meios de comunicação, mas alega que sem regulamentação a imprensa fica exposta à 'lei da selva' no mercado
Carolina Freitas
O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, fingiu fazer um mea-culpa pelas declarações de companheiros de partido que voltaram à carga contra a imprensa em um seminário do partido para discutir um marco regulatório para as comunicações, nesta sexta-feira, em São Paulo. “Assim como a imprensa critica e é direito dela, ela também pode ser objeto de crítica”, disse Rui Falcão. E seguiu representando o papel de bom moço, que evitava atacar os meios de comunicação: “Nosso papel não é ficar julgando a imprensa”.
Questionado se o PT desistiu de controlar a imprensa por meio de uma tal “sociedade civil”, Falcão reagiu: “Não queremos controlar ninguém. Queremos mais participação, para que a população também possa produzir essa informação. Não há uma palavra em nossas resoluções que aponte na direção do controle.” Em um caderno distribuído aos participantes do evento, não constam mecanismos de controle, mas há referência vaga à participação social na elaboração de políticas de comunicação.(Participação social igual a do PNDH3?)
O documento defende ainda o fortalecimento da cultura brasileira e da indústria nacional criativa. E aí Falcão mostrou seu objetivo: suavizar o termo "controle", substituindo-o por "proteção". “Onde não existe regulação, quem domina é o mercado; e o mercado é a lei da selva”, disse Falcão. “Temos que proteger a imprensa nacional.”
Radicais - O falso comedimento de Rui Falcão não engana nem os próprios companheiros petistas, que escacaram o tom de revanche contra a imprensa nas discussões do seminário. A começar pela fala em uma entrevista antes do encontro de um convidado de honra, o deputado cassado por corrupção José Dirceu. Ele lamentou não haver jornais pró-governo e pró-PT no Brasil.
No auditório ocupado por pouco mais de cem pessoas – a maioria delas dispersa em conversas paralelas e risos abafados –, choveram teorias conspiratórias. O professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB) Venício Lima vociferou contra a “grande mídia”. “A questão central é o poder. A liberdade de expressão tem sido confundida com a liberdade da grande mídia”, disse.
TWITEIROS, BLOGUEIROS, BRASILEIROS E OUTROS EIROS! APROVEITEM ENQUANTO PODEM , OU ENTÃO TRABALHEM MAIS PARA QUE ISSO NÃO ACONTEÇA!
E QUANDO QUEM SE CALOU QUISER FALAR E NÃO PUDER MAIS? E AÍ?
Rui Falcão usa eufemismos: 'Temos que proteger a imprensa'
Presidente do PT nega intenção de controlar os meios de comunicação, mas alega que sem regulamentação a imprensa fica exposta à 'lei da selva' no mercado
Carolina Freitas
O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, fingiu fazer um mea-culpa pelas declarações de companheiros de partido que voltaram à carga contra a imprensa em um seminário do partido para discutir um marco regulatório para as comunicações, nesta sexta-feira, em São Paulo. “Assim como a imprensa critica e é direito dela, ela também pode ser objeto de crítica”, disse Rui Falcão. E seguiu representando o papel de bom moço, que evitava atacar os meios de comunicação: “Nosso papel não é ficar julgando a imprensa”.
Questionado se o PT desistiu de controlar a imprensa por meio de uma tal “sociedade civil”, Falcão reagiu: “Não queremos controlar ninguém. Queremos mais participação, para que a população também possa produzir essa informação. Não há uma palavra em nossas resoluções que aponte na direção do controle.” Em um caderno distribuído aos participantes do evento, não constam mecanismos de controle, mas há referência vaga à participação social na elaboração de políticas de comunicação.(Participação social igual a do PNDH3?)
O documento defende ainda o fortalecimento da cultura brasileira e da indústria nacional criativa. E aí Falcão mostrou seu objetivo: suavizar o termo "controle", substituindo-o por "proteção". “Onde não existe regulação, quem domina é o mercado; e o mercado é a lei da selva”, disse Falcão. “Temos que proteger a imprensa nacional.”
Radicais - O falso comedimento de Rui Falcão não engana nem os próprios companheiros petistas, que escacaram o tom de revanche contra a imprensa nas discussões do seminário. A começar pela fala em uma entrevista antes do encontro de um convidado de honra, o deputado cassado por corrupção José Dirceu. Ele lamentou não haver jornais pró-governo e pró-PT no Brasil.
No auditório ocupado por pouco mais de cem pessoas – a maioria delas dispersa em conversas paralelas e risos abafados –, choveram teorias conspiratórias. O professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB) Venício Lima vociferou contra a “grande mídia”. “A questão central é o poder. A liberdade de expressão tem sido confundida com a liberdade da grande mídia”, disse.
TWITEIROS, BLOGUEIROS, BRASILEIROS E OUTROS EIROS! APROVEITEM ENQUANTO PODEM , OU ENTÃO TRABALHEM MAIS PARA QUE ISSO NÃO ACONTEÇA!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
DE MAIAKOVSKI A CLAUDIO HUMBERTO
Poeta russo Maiakovski (1893-1930), neste belo poema:
Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Depois são lembradas as palavras de Bertold Brecht (1898-1956):
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Por fim, Martin Niemöller anti-nazista que teria dito com outras palavras algo igual por volta de 1933:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
Meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...
Até chegar no meu diariamente lido Claudio Humberto em 2007:
Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...
Essa preocupação me faz pensar que talvez haja uma saída para o ser humano e que finalmente, pela dor, as pessoas começem a entender que sem luta não há liberdade e sem liberdade não há direito!
O conteúdo desses mails não trazem novidade1 e, tenho para mim, que quem realmente plantou essa idéia, que tenho pregado ao longo de minha vida profissional, foi o grande jurisconsulto Rudolf Von Ihering, nascido em 1868 numa pequena cidade alemã.
Destacou-se pela aguda inteligência e foi um dos maiores juristas que o mundo conheceu. Em “ A Luta pelo Direito”2 a sua pregação, em apertado resumo, era a de que não importa se seu direito vale um centavo ou um milhão, deve lutar por ele para que não só o seu direito se realize, mas para que ele se afirme perante o meio social como algo a ser respeitado. Em outras palavras, só o exercício do direito – portanto, a luta – o afirma e fortalece.
Pois bem. Ihering já falava a mesma coisa, aplicada ao direito, muito antes de Maiakovski ou Bertold Brecht. Isto porque é sendo infiel no pouco que acabamos infiéis no muito. É sendo indiferentes nas pequenas coisas que somos vítimas de grandes tragédias.
Se deixamos que o outro entre em nossa vida e a manipule, hoje dando ordens ao jardineiro, amanhã aos seus filhos, no momento imediato irá dirigir sua vida, dizendo com quem deves falar, a quem deves ou não deves amar e até mesmo o que deves fazer com os bens que tens. Enfim, um pouco de distração e já não tens a tua liberdade!
Hoje está em voga a impunidade para os tais delitos denominados de “bagatela”, abrindo-se um flanco para o desrespeito à lei. Delito é delito, não há no ilícito qualquer bagatela. Mais que um bem juridicamente tutelado, foi desrespeitado um princípio, aquele que manda que cada um respeite as coisas alheias.
A frouxidão moral é como um elástico que o inimigo vai esticando, esticando, até que ricocheteie na tua cara!
Aqui em minha casa tivemos uma experiência parecida, fomos deixando que determinada pessoa tomasse conta de nossas coisas e de nossas vidas e a tal ponto, que a certa altura achou-se no direito de fazer escolhas em nosso lugar e chegou mesmo a se indignar porque um determinado computador tinha senha. Como nos atrevíamos a lhe obstar o acesso?
Pois é exatamente assim que as coisas acontecem, o que antes era uma liberalidade passa a ser uma exigência, o que antes era afável passa a ser abusado e atrevido. Guardadas as proporções, o efeito dessa passividade é igualmente devastador numa comunidade ou num país.
Por isto, sempre defendi e continuarei a defender que o seu direito, valha ele um centavo ou um milhão, deve ser exercido, defendido, desfraldado, porque da sua afirmação depende a existência do respeito ao direito de todos!
A indiferença, prima-irmã da passividade e da distração, é a causa, repito de todas as grandes tragédias humanas, desde o stalinismo, nazismo, racismo até a criminalidade carioca.
A segurança pública no Brasil vem sendo tratada com essa mesma leviandade e indiferença, seja subestimando a capacidade e a crueldade da marginalidade, seja tratando o nosso exército como uma legião de genis3, que logo após serem usadas são boas de cuspir.
Os americanos, quando em guerra, além de fornecer todos os meios necessários até enviam artistas para levantar o moral da tropa. Aqui no Brasil, não. Nosso exército está no front levando pedradas pelas costas. Se um policial matar um bandido num confronto é crucificado na imprensa e acusado de executor. O Conselho de Direitos humanos visita a familia do malfeitor e oferece advogado gratuito para acionar danos morais do Estado.
Quando um policial morre não aparece ninguém. O front está esvaziando e a tropa de moral baixa. O resultado está aí e pode ser tarde: o inimigo já bate à nossa porta!
________________________
[1] “Quando a casa do vizinho pega fogo é a tua que começa a arder”
[2] Der Kampf ums Recht
[3] Joga pedra da geni, joga bosta na geni.... de Chico Buarque de Holanda: Geni e o Zepellin
Poeta russo Maiakovski (1893-1930), neste belo poema:
Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Depois são lembradas as palavras de Bertold Brecht (1898-1956):
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Por fim, Martin Niemöller anti-nazista que teria dito com outras palavras algo igual por volta de 1933:
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
Meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei .
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...
Até chegar no meu diariamente lido Claudio Humberto em 2007:
Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima,
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, que não habito;
Em seguida arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho...
Essa preocupação me faz pensar que talvez haja uma saída para o ser humano e que finalmente, pela dor, as pessoas começem a entender que sem luta não há liberdade e sem liberdade não há direito!
O conteúdo desses mails não trazem novidade1 e, tenho para mim, que quem realmente plantou essa idéia, que tenho pregado ao longo de minha vida profissional, foi o grande jurisconsulto Rudolf Von Ihering, nascido em 1868 numa pequena cidade alemã.
Destacou-se pela aguda inteligência e foi um dos maiores juristas que o mundo conheceu. Em “ A Luta pelo Direito”2 a sua pregação, em apertado resumo, era a de que não importa se seu direito vale um centavo ou um milhão, deve lutar por ele para que não só o seu direito se realize, mas para que ele se afirme perante o meio social como algo a ser respeitado. Em outras palavras, só o exercício do direito – portanto, a luta – o afirma e fortalece.
Pois bem. Ihering já falava a mesma coisa, aplicada ao direito, muito antes de Maiakovski ou Bertold Brecht. Isto porque é sendo infiel no pouco que acabamos infiéis no muito. É sendo indiferentes nas pequenas coisas que somos vítimas de grandes tragédias.
Se deixamos que o outro entre em nossa vida e a manipule, hoje dando ordens ao jardineiro, amanhã aos seus filhos, no momento imediato irá dirigir sua vida, dizendo com quem deves falar, a quem deves ou não deves amar e até mesmo o que deves fazer com os bens que tens. Enfim, um pouco de distração e já não tens a tua liberdade!
Hoje está em voga a impunidade para os tais delitos denominados de “bagatela”, abrindo-se um flanco para o desrespeito à lei. Delito é delito, não há no ilícito qualquer bagatela. Mais que um bem juridicamente tutelado, foi desrespeitado um princípio, aquele que manda que cada um respeite as coisas alheias.
A frouxidão moral é como um elástico que o inimigo vai esticando, esticando, até que ricocheteie na tua cara!
Aqui em minha casa tivemos uma experiência parecida, fomos deixando que determinada pessoa tomasse conta de nossas coisas e de nossas vidas e a tal ponto, que a certa altura achou-se no direito de fazer escolhas em nosso lugar e chegou mesmo a se indignar porque um determinado computador tinha senha. Como nos atrevíamos a lhe obstar o acesso?
Pois é exatamente assim que as coisas acontecem, o que antes era uma liberalidade passa a ser uma exigência, o que antes era afável passa a ser abusado e atrevido. Guardadas as proporções, o efeito dessa passividade é igualmente devastador numa comunidade ou num país.
Por isto, sempre defendi e continuarei a defender que o seu direito, valha ele um centavo ou um milhão, deve ser exercido, defendido, desfraldado, porque da sua afirmação depende a existência do respeito ao direito de todos!
A indiferença, prima-irmã da passividade e da distração, é a causa, repito de todas as grandes tragédias humanas, desde o stalinismo, nazismo, racismo até a criminalidade carioca.
A segurança pública no Brasil vem sendo tratada com essa mesma leviandade e indiferença, seja subestimando a capacidade e a crueldade da marginalidade, seja tratando o nosso exército como uma legião de genis3, que logo após serem usadas são boas de cuspir.
Os americanos, quando em guerra, além de fornecer todos os meios necessários até enviam artistas para levantar o moral da tropa. Aqui no Brasil, não. Nosso exército está no front levando pedradas pelas costas. Se um policial matar um bandido num confronto é crucificado na imprensa e acusado de executor. O Conselho de Direitos humanos visita a familia do malfeitor e oferece advogado gratuito para acionar danos morais do Estado.
Quando um policial morre não aparece ninguém. O front está esvaziando e a tropa de moral baixa. O resultado está aí e pode ser tarde: o inimigo já bate à nossa porta!
________________________
[1] “Quando a casa do vizinho pega fogo é a tua que começa a arder”
[2] Der Kampf ums Recht
[3] Joga pedra da geni, joga bosta na geni.... de Chico Buarque de Holanda: Geni e o Zepellin
COLABORANDO COM A "COMISSÃO DA VERDADE" (?)
DOMINGO, 5 DE JUNHO DE 2011
PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUANTOS, DOS QUE RECEBERAM POLPUDAS QUANTIAS, A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR TEREM SIDO TORTURADOS, FALARAM A VERDADE????
A verdade: eu menti.
Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.
Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os exemplares d'A Classe Operária, o jornal da organização clandestina a que eu pertencia (a AP-ML, ala vermelha maoísta do PC do B, a mesma que fazia a Guerrilha do Araguaia, no Pará).
Os jornais estavam enfiados no meio dos meus livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existiam em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
Já relatei o que eu fazia como militante*. Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS!* (O primeiro texto fala em 30 anos. Eu fui fazer as contas, são quase 40 anos, desde que comecei a mentir sobre os 'maus tratos'. Façam as contas, fui presa em 20 de junho de 73. Em 2013, terão se passado 40 anos.)
Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me deram socos e empurrões, interrogaram-me com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu passava noites ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu também menti dizendo que meus algozes, diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos 'socos e empurrões' de que eu dizia ter sido alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos inquisidores; afinal, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Eu sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles 10 dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
Torturada?! Eu?! Ma va! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?
Não, não é verdade. A maioria destas 'barbaridades e torturas' era pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."
Na verdade, a pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso(sic). Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.
E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca', nome que se dava à maquininha usada para dar choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.
* http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/2011/03/sobre-honestino-guimaraes-odemocrata.html
Postado por Mirian Macedo às 11:38
PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUANTOS, DOS QUE RECEBERAM POLPUDAS QUANTIAS, A TÍTULO DE INDENIZAÇÃO POR TEREM SIDO TORTURADOS, FALARAM A VERDADE????
A verdade: eu menti.
Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.
Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os exemplares d'A Classe Operária, o jornal da organização clandestina a que eu pertencia (a AP-ML, ala vermelha maoísta do PC do B, a mesma que fazia a Guerrilha do Araguaia, no Pará).
Os jornais estavam enfiados no meio dos meus livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existiam em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.
Já relatei o que eu fazia como militante*. Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE QUASE 40 ANOS!* (O primeiro texto fala em 30 anos. Eu fui fazer as contas, são quase 40 anos, desde que comecei a mentir sobre os 'maus tratos'. Façam as contas, fui presa em 20 de junho de 73. Em 2013, terão se passado 40 anos.)
Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me deram socos e empurrões, interrogaram-me com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC e que eu passava noites ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).
Eu também menti dizendo que meus algozes, diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.
Quanto aos 'socos e empurrões' de que eu dizia ter sido alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos inquisidores; afinal, eu os levava à loucura, com meu enrolation. Eu sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".
Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles 10 dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, ameaças, gritos, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).
Torturada?! Eu?! Ma va! As palmadas que dei em meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.
Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?
Não, não é verdade. A maioria destas 'barbaridades e torturas' era pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."
Na verdade, a pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso(sic). Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.
Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.
E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.
Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca', nome que se dava à maquininha usada para dar choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.
Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.
* http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/2011/03/sobre-honestino-guimaraes-odemocrata.html
Postado por Mirian Macedo às 11:38
Dilma Rousseff será mais uma indenizada
Dilma Roussef, guerrilheira aposentada e toda poderosa do governo Lula, ganha direito à reparação financeira
A Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio aprovou na quinta-feira passada a concessão de reparação moral à ex-guerrilheira Dilma Vana Rousseff. A concessão de indenização à atual Ministra Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República foi motivo de polêmica. A Procuradora Leonor Paiva, que não pôde comparecer à reunião, opinou pelo indeferimento ao processo de Dilma. Mas quatro dos sete membros da Comissão rejeitaram seu parecer e beneficiaram a ex-guerrilheira Estela.
Texto completo
A gaúcha (nascida em Belo Horizonte) Dilma faz parte do folclore da luta armada. A guerrilheira organização marxista VAR-Palmares – e que já foi brizolista no passado - teria participado do assalto à casa de uma amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Do cofre da residência, foram roubados US$ 2 milhões e 400 mil dólares. Dilma alega que ajudou no planejamento. Mas a guerrilheira aposentada garante não participou da ação. Por coincidência, sua reparação saiu no dia 14 de dezembro, data de seu aniversário de 59 anos.
Dilma, que é autora do livro "Mulheres que foram à luta armada" (1998) foi beneficiada pelo depoimento de uma companheira de guerrilha. Vânia Amoretty Abrantes relatou que foi transferida com ela, no mesmo camburão, de uma prisão em São Paulo para o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), sediado no quartel da Polícia Especial do Exército, na Rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro. Apenas por coincidência, Vânia Amoretty é diretora do Grupo Tortura Nunca Mais. Em nome da ONG, Vânia acompanha os trabalhos da Comissão Especial de Reparação.
Ano passado, Dilma fez lobby e recebeu a medalha do Mérito da Ordem Militar – o que irritou oficiais da ativa e da reserva das Forças Armadas contra as quais a guerrilheira Estela (seu principal codinome) lutou nos tempos da guerrilha urbana. Agora, essa “reparação moral” à Dilma vai gerar novas polêmicas. Até porque Dilma será a mulher forte do novo governo Lula. Atual presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma será a responsável por tocar os projetos bilionários de “desenvolvimento que irão destravar o País”, prometidos pelo presidente reeleito.
Os beneficiados
A Comissão de Reparação do RJ apreciou 48 pedidos de reparação de militantes políticos que estiveram presos em dependências de órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro entre a data do golpe militar, 1° abril de 1964, e a anistia, 28 de julho de 1979.
Comissão deferiu 19 processos, indeferiu 28, por falta de documentação cobrada dos requerentes e por estes não fornecida, e retirou um de pauta.
reunião foi presidida pelo Coordenador da Comissão, Gelson Campos, e contou com a participação dos representantes da ABI, Maurício Azêdo; do Grupo Tortura Nunca Mais, Elizabeth Silveira; da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção do Estado do Rio de Janeiro, Marcos Cilos; do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro
OBSERVAÇÂO: O AUTOR DO LIVRO " MULHERES QUE FORAM À LUTA ARMADA É LUIS MAKLOUF DE CARVALHO
LEIA MAIS SOBRE O ASSALTO AO COFRE ( DOIS MILHÕES DE DÓLARES) NO LIVRO A VERDADE SUFOCADA , CAPÍTULO VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONÁRIA PALMARES - VAR-PALMARES
O site "AVerdadeSufocada.com" não pertence ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, embora o mesmo faça parte da equipe que produz seus textos. Caso queira nos enviar algum texto de sua autoria e que se encaixe no contexto do site, utilize o mecanismo "Fale conosco" que o mesmo será avaliado. Não publicaremos textos que contenham qualquer tipo de referência racista, pornográfica, discriminatória ou muito agressiva. Os autores dos textos de forma alguma serão remunerados pois o site não possui finalidade econômica e financeira.
Não deixe de conhecer o livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça
Dilma Roussef, guerrilheira aposentada e toda poderosa do governo Lula, ganha direito à reparação financeira
A Comissão Especial de Reparação da Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Rio aprovou na quinta-feira passada a concessão de reparação moral à ex-guerrilheira Dilma Vana Rousseff. A concessão de indenização à atual Ministra Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República foi motivo de polêmica. A Procuradora Leonor Paiva, que não pôde comparecer à reunião, opinou pelo indeferimento ao processo de Dilma. Mas quatro dos sete membros da Comissão rejeitaram seu parecer e beneficiaram a ex-guerrilheira Estela.
Texto completo
A gaúcha (nascida em Belo Horizonte) Dilma faz parte do folclore da luta armada. A guerrilheira organização marxista VAR-Palmares – e que já foi brizolista no passado - teria participado do assalto à casa de uma amante do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Do cofre da residência, foram roubados US$ 2 milhões e 400 mil dólares. Dilma alega que ajudou no planejamento. Mas a guerrilheira aposentada garante não participou da ação. Por coincidência, sua reparação saiu no dia 14 de dezembro, data de seu aniversário de 59 anos.
Dilma, que é autora do livro "Mulheres que foram à luta armada" (1998) foi beneficiada pelo depoimento de uma companheira de guerrilha. Vânia Amoretty Abrantes relatou que foi transferida com ela, no mesmo camburão, de uma prisão em São Paulo para o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), sediado no quartel da Polícia Especial do Exército, na Rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro. Apenas por coincidência, Vânia Amoretty é diretora do Grupo Tortura Nunca Mais. Em nome da ONG, Vânia acompanha os trabalhos da Comissão Especial de Reparação.
Ano passado, Dilma fez lobby e recebeu a medalha do Mérito da Ordem Militar – o que irritou oficiais da ativa e da reserva das Forças Armadas contra as quais a guerrilheira Estela (seu principal codinome) lutou nos tempos da guerrilha urbana. Agora, essa “reparação moral” à Dilma vai gerar novas polêmicas. Até porque Dilma será a mulher forte do novo governo Lula. Atual presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Dilma será a responsável por tocar os projetos bilionários de “desenvolvimento que irão destravar o País”, prometidos pelo presidente reeleito.
Os beneficiados
A Comissão de Reparação do RJ apreciou 48 pedidos de reparação de militantes políticos que estiveram presos em dependências de órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro entre a data do golpe militar, 1° abril de 1964, e a anistia, 28 de julho de 1979.
Comissão deferiu 19 processos, indeferiu 28, por falta de documentação cobrada dos requerentes e por estes não fornecida, e retirou um de pauta.
reunião foi presidida pelo Coordenador da Comissão, Gelson Campos, e contou com a participação dos representantes da ABI, Maurício Azêdo; do Grupo Tortura Nunca Mais, Elizabeth Silveira; da Ordem dos Advogados do Brasil/Seção do Estado do Rio de Janeiro, Marcos Cilos; do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro
OBSERVAÇÂO: O AUTOR DO LIVRO " MULHERES QUE FORAM À LUTA ARMADA É LUIS MAKLOUF DE CARVALHO
LEIA MAIS SOBRE O ASSALTO AO COFRE ( DOIS MILHÕES DE DÓLARES) NO LIVRO A VERDADE SUFOCADA , CAPÍTULO VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONÁRIA PALMARES - VAR-PALMARES
O site "AVerdadeSufocada.com" não pertence ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, embora o mesmo faça parte da equipe que produz seus textos. Caso queira nos enviar algum texto de sua autoria e que se encaixe no contexto do site, utilize o mecanismo "Fale conosco" que o mesmo será avaliado. Não publicaremos textos que contenham qualquer tipo de referência racista, pornográfica, discriminatória ou muito agressiva. Os autores dos textos de forma alguma serão remunerados pois o site não possui finalidade econômica e financeira.
Não deixe de conhecer o livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça
DESCANSE EM PAZ BRASILEIRO DE BEM
Preso por engano ganha ação e morre
Homem que ficou 19 anos na cadeia teve enfarte após saber que receberia indenização do Estado
24 de novembro de 2011
Angela Lacerda/Recife - O Estado de S.Paulo
O ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, de 63 anos
, que passou 19 anos preso injustamente, morreu no início da noite de anteontem em sua casa no bairro de Afogados, no Recife, enquanto dormia. Ele teve um enfarte durante o sono, algumas horas depois de saber que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado recurso do governo de Pernambuco e determinado o pagamento da segunda parcela de uma indenização por danos materiais e morais. O valor total da indenização era de R$ 2 milhões. Ela já havia recebido metade em 2009.
Marcos Mariano ficou cego por causa de estilhaço de bomba
Mariano já esperava a decisão do STJ, que lhe foi repassada por telefone pelo seu advogado, José Afonso Bragança Borges, por volta das 15 horas. "Foi como se ele tivesse aguardado a corroboração da sua inocência para poder morrer em paz", afirmou o advogado, que acompanhou sua "agonia e luta para provar ser um homem digno e honrado".
O ex-mecânico foi preso, acusado de homicídio, em 1976, e solto seis anos depois, em 1982, quando o verdadeiro culpado foi preso. Três anos depois, em 1985, ele voltou à prisão. Mariano dirigia um caminhão quando foi parado em uma blitz. Para o policial que o abordou, ele constava como foragido por causa de um erro de comunicação entre órgãos do governo.
Marcos Mariano penou mais 13 anos na cadeia sem que ninguém desse crédito à sua história. Contraiu tuberculose e ficou cego ao ser atingido por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo jogada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar durante uma rebelião no Presídio Aníbal Bruno.
Um mutirão judiciário reconheceu a injustiça e ele foi solto em 1998, quando entrou com a ação judicial contra o governo do Estado.
Desde então, diante da pressão da opinião pública, ele passou a receber uma pensão mensal de R$ 1 mil do governo pernambucano, que foi suspensa em 2009, quando recebeu a primeira parcela da indenização.
Marcos Mariano comprou uma casa, ajudou a família e passou a ter uma vida digna. Mas já não tinha alegria de viver, segundo o advogado, que se transformou em amigo. "Ele me dizia que vivia em um cárcere escuro e daria tudo para enxergar novamente."
Abandonado pela mulher e pelos 11 filhos depois de ser preso pela segunda vez, Mariano conheceu Lúcia, que acompanhava a mulher de um companheiro de cela nas visitas, e se casou com ela.
Seu corpo foi velado no Cemitério de Santo Amaro e o enterro ocorreu ontem.
Homem que ficou 19 anos na cadeia teve enfarte após saber que receberia indenização do Estado
24 de novembro de 2011
Angela Lacerda/Recife - O Estado de S.Paulo
O ex-mecânico Marcos Mariano da Silva, de 63 anos
, que passou 19 anos preso injustamente, morreu no início da noite de anteontem em sua casa no bairro de Afogados, no Recife, enquanto dormia. Ele teve um enfarte durante o sono, algumas horas depois de saber que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia negado recurso do governo de Pernambuco e determinado o pagamento da segunda parcela de uma indenização por danos materiais e morais. O valor total da indenização era de R$ 2 milhões. Ela já havia recebido metade em 2009.
Marcos Mariano ficou cego por causa de estilhaço de bomba
Mariano já esperava a decisão do STJ, que lhe foi repassada por telefone pelo seu advogado, José Afonso Bragança Borges, por volta das 15 horas. "Foi como se ele tivesse aguardado a corroboração da sua inocência para poder morrer em paz", afirmou o advogado, que acompanhou sua "agonia e luta para provar ser um homem digno e honrado".
O ex-mecânico foi preso, acusado de homicídio, em 1976, e solto seis anos depois, em 1982, quando o verdadeiro culpado foi preso. Três anos depois, em 1985, ele voltou à prisão. Mariano dirigia um caminhão quando foi parado em uma blitz. Para o policial que o abordou, ele constava como foragido por causa de um erro de comunicação entre órgãos do governo.
Marcos Mariano penou mais 13 anos na cadeia sem que ninguém desse crédito à sua história. Contraiu tuberculose e ficou cego ao ser atingido por estilhaços de bomba de gás lacrimogêneo jogada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar durante uma rebelião no Presídio Aníbal Bruno.
Um mutirão judiciário reconheceu a injustiça e ele foi solto em 1998, quando entrou com a ação judicial contra o governo do Estado.
Desde então, diante da pressão da opinião pública, ele passou a receber uma pensão mensal de R$ 1 mil do governo pernambucano, que foi suspensa em 2009, quando recebeu a primeira parcela da indenização.
Marcos Mariano comprou uma casa, ajudou a família e passou a ter uma vida digna. Mas já não tinha alegria de viver, segundo o advogado, que se transformou em amigo. "Ele me dizia que vivia em um cárcere escuro e daria tudo para enxergar novamente."
Abandonado pela mulher e pelos 11 filhos depois de ser preso pela segunda vez, Mariano conheceu Lúcia, que acompanhava a mulher de um companheiro de cela nas visitas, e se casou com ela.
Seu corpo foi velado no Cemitério de Santo Amaro e o enterro ocorreu ontem.
Assinar:
Postagens (Atom)





















